terça-feira, junho 10, 2008
Sem palavras...
Não consigo não pensar no escritor aos Hebreus referindo-se a homens que o mundo não foi digno deles.
Créditos ao Blog do Caminho.
Fabio
quinta-feira, maio 08, 2008
NA GUERRA
O melhor do pior.
O rapaz assustado gritava do seu posto de observação:
- Comandante, comandante o inimigo esta vindo do leste. Eles são muitos, vão nos dizimar!
- Calma rapaz, seria bem pior se fossem poucos falsos amigos vindos do leste, respondeu-lhe calmamente o velho comandante que logo em seguida bradou:
- Morte ao inimigo! Vamos lutar!
"Há amigos mais chegados que irmãos"
Saude e Paz
Fabio
O rapaz assustado gritava do seu posto de observação:
- Comandante, comandante o inimigo esta vindo do leste. Eles são muitos, vão nos dizimar!
- Calma rapaz, seria bem pior se fossem poucos falsos amigos vindos do leste, respondeu-lhe calmamente o velho comandante que logo em seguida bradou:
- Morte ao inimigo! Vamos lutar!
"Há amigos mais chegados que irmãos"
Saude e Paz
Fabio
segunda-feira, abril 28, 2008
quinta-feira, abril 17, 2008
ENDEMONIANDO
Se eu peguei dengue, foi o diabo que me picou. Endemoniei o mosquito. Endemoniei uma política de saúde pública vergonhosa. Endemoniei o vaso de planta, a poça dágua, a piscina abandonada. Endemoniei o vizinho. Me endemoniei.
Se eu fiquei duro, sem grana, foi o diabo que me roubou. Endeminiei minha má administração. Endemoniei a possibilidade de não ter construído um caminho profissional profícuo. Endemoniei ainda mais a injustiça a social, já endemoniada por natureza.
Se meu casamento está em crise, foi o diabo que gerou contenda. Endemoniei meu jeito turrão, minha cabeça dura, minha possível postura egoísta. Endemoniei minha escolha. Endemoniei minha esposa.
Se não me porto direito na hora da adoração e da pregação, foi o diabo que me fez irreverente. Endemoniei a má educação.
Se o político em quem votei roubou, foi o diabo que o fez roubar. Endemoniei a safadeza do ladrão. Endemoniei minha desinformação.
Se o político em quem não votei roubou, foi o diabo que fez outros votarem nele. Endemoniei todos os eleitores que não votaram como eu.Endemoniei a diversidade.
Se não gosto de determinado estilo musical, foi o diabo quem compos a musica. Endemoniei a liberdade de gostar e desgostar. Endemoniei o respeito a liberdade.
Se olho para alguém e os pensamentos viajam para lugares impuros, foi o diabo que me seduziu. Endemoniei o desejo. Endemoniei a capacidade de olhar para outro lado. Endemoniei a vigilância.
Se não me importo com as lágrimas e o fracasso do outro, foi o diabo que o fez chorar e fracassar, o que posso fazer se ele "deu brecha"? Endemoniei a indiferença, o egoísmo e o desamor.
Se, se, se, se.
Endemoniar a vida é fácil, difícil é viver entendendo que temos responsabilidades.
Se conheceres a Verdade ela vos libertará.
Em Cristo, saúde e paz.
Fabio
Se eu fiquei duro, sem grana, foi o diabo que me roubou. Endeminiei minha má administração. Endemoniei a possibilidade de não ter construído um caminho profissional profícuo. Endemoniei ainda mais a injustiça a social, já endemoniada por natureza.
Se meu casamento está em crise, foi o diabo que gerou contenda. Endemoniei meu jeito turrão, minha cabeça dura, minha possível postura egoísta. Endemoniei minha escolha. Endemoniei minha esposa.
Se não me porto direito na hora da adoração e da pregação, foi o diabo que me fez irreverente. Endemoniei a má educação.
Se o político em quem votei roubou, foi o diabo que o fez roubar. Endemoniei a safadeza do ladrão. Endemoniei minha desinformação.
Se o político em quem não votei roubou, foi o diabo que fez outros votarem nele. Endemoniei todos os eleitores que não votaram como eu.Endemoniei a diversidade.
Se não gosto de determinado estilo musical, foi o diabo quem compos a musica. Endemoniei a liberdade de gostar e desgostar. Endemoniei o respeito a liberdade.
Se olho para alguém e os pensamentos viajam para lugares impuros, foi o diabo que me seduziu. Endemoniei o desejo. Endemoniei a capacidade de olhar para outro lado. Endemoniei a vigilância.
Se não me importo com as lágrimas e o fracasso do outro, foi o diabo que o fez chorar e fracassar, o que posso fazer se ele "deu brecha"? Endemoniei a indiferença, o egoísmo e o desamor.
Se, se, se, se.
Endemoniar a vida é fácil, difícil é viver entendendo que temos responsabilidades.
Se conheceres a Verdade ela vos libertará.
Em Cristo, saúde e paz.
Fabio
quinta-feira, março 27, 2008
TIRARAM MEU CHÃO
Apenas um conto que exige coragem pra contar.
Amanheceu. Eu continuava sentindo a estranha sensação que me perturbou por horas e horas naquela madrugada, a mesma sensação que me impediu de dormir. Havia algo de estranho no quarto, não conhecia aqueles cheiros, meu colchão não era tão duro assim, minha roupa não era aquela, meu despertador não tocou, e mesmo se tivesse tocado apenas seria testemunha da minha noite de insônia Foi a estranheza que me tirou o sono e que por vezes me fez duvidar se estava dormindo ou acordado. O galo cantou! Galo? Estou acostumado ao canto estridente das buzinas, ao barulho da cidade grande logo cedinho e não ao cantar dos galos. Ao me levantar da cama percebo um chão de terra batida, minha mente e meus pés não reconheciam tal chão. Chão é coisa que não se nota. O chão da gente é valorosamente imperceptível, a gente se acostuma tanto com o chão que pisa que já não o nota, até que pisamos em outro chão e vem na mente a frase de quem perdeu a preciosa segurança de ter um chão pra pisar –“ tiraram meu chão “. Agora eu tinha essa sensação de chão tirado, estava num mundo, numa casa que não era minha, pisando num chão que não era o meu e, para piorar tudo, não me lembrava de ter viajado pra lugar algum. “Tiraram meu chão”, era a frase que gritava alto dentro de mim.
Ao caminhar pela casa percebi que a simplicidade dava o tom da decoração daquele ambiente. Móveis de madeira e palha se acomodavam bucolicamente aos cantos do quarto e da pequena sala que ali havia. Quadros pendulavam nas paredes de barro como que fugidos de algum antiquário, uma cabaça cheia d´água me esperava oferecendo-me generosamente o frescor que aliviaria o forte e abafado calor que eu sentia. E o silencio? Nossa, era com se estivesse num vácuo de solidão em meio a uma simplicidade de vida que não conhecia até aquele momento de minha história pessoal. Me acostumei a estar cercado de pessoas, que na maioria das vezes, faziam tudo pra me agradar. Me acostumei ao mármore, perfume da riqueza e me sentia muito feliz por ser assim. Naquele momento, diante de coisas tão simples e de pouco valor, diante do perfume de roça, confesso que me senti estranhamente vazio.
Porém o choque maior ainda estava por vir. Dirigi-me a porta do casebre que já estava entreaberta, lá fora tudo parecia ter sido deixado repentinamente. Um pequeno cachorro magrelo deitado sobre as patas dianteiras me acompanha com os olhos. Sede, muita sede, calor, muito calor, solidão, muita solidão. “Tiraram meu chão, essa não é minha terra”. Tudo parecia tão miserável que, agora, me sentia enojado.
Ao caminhar por aquele terreno descobria ali uma vila de casas idênticas a que me abrigara, todas vazias. Percebi então que aquele vilarejo estava num platô de uma montanha e que um barranco me oferecia a visão de um belo vale que se estendia ao longo de um pequeno monte onde uma pequena multidão se mantinha assentada. Eles pareciam ouvir alguém palestrando. Foi nessa hora tive a sensação de estar vivendo um dejavu – já tinha visto essa cena. Claro que me aproximei e isso confirmou minha desconfiança. Supunha que aquilo que eu via acontecer diante de meus olhos eu já tinha visto, de fato, com a imaginação alimentada pelos ouvidos. Eu estava diante do monte que testemunharia a maior mensagem de todos os tempos. Obrigado Senhor, que privilégio, poderia testemunhar a tantos sobre a certeza de fé que adquiriria ouvindo em loco a mensagem do Mestre. O que eu sabia é que minha fé seria confirmada e edificada. “Quando voltar para o Brasil vou poder contar pra todos os irmãos que vi e ouvi coisas que testemunham o quanto estamos no caminho certo” . Não poderia ser diferente, já que eu sabia que estávamos vivendo na “geração do avivamento” brasileiro e ,se há um avivamento, pensava, só poderíamos estar fazendo a coisa certa, já que Deus não visitaria gente errada, concluía. Comecei a gostar de estar ali, ainda que sem “meu chão”, mas uma expectativa de crescimento futuro me consolava. Quantos convites pra pregar essa experiência geraria? Isso me fará escrever um best-seler. “Obrigado Deus, não sei se isso é sonho ou realidade, mas creio que estou vivendo uma grande restituição em minha vida. Estou sendo honrado por Ti”, orava eu grato e orgulhoso enquanto me aproximava da multidão sentada sobre o monte. Eles estavam agrupados na ribanceira da montanha, e o Mestre na parte mais baixa, isso me fez ter que dar a volta, passar ao lado dele, atrapalha-lo, já que e todos me olhavam enquanto me achegava. Ai que vergonha. Vergonha maior foi quando ele me olhou – serei fulminado – pensei - vou me prostrar me jogar por terra, tirar minhas sandálias, preciso fazer alguma coisa agora. Isso tudo passou por minha mente tão rapidamente que o maxímo que fiz foi avermelhar diante de um discreto sorriso dele e uma abanar da cabeça que me disse com a eloqüência de um gesto um bem-vindo caloroso. Percebi que por muito pouco minha religiosidade não me faz atuar circensemente. Agora eu estava envergonhado de verdade – “já atuei antes pensando que te impressionava, mas apenas impressionei quem me assistia atuar”. Ah se eu pudesse desaparecer, mas não podia. Isso era só o começo!
Sentei e Ele estava lá de pé. Falava num português nordestino carregado de sotaque que me fez lembrar o porteiro do meu prédio. Como poderia isso estar acontecendo? Jesus no agreste, sem cerimônia alguma? Rindo e chorando. Impossível conceber uma coisa dessas! Eu deveria estar louco, porém uma voz suave falou pessoalmente a mim – “minhas ovelhas ouvem a minha voz e me seguem”, estava claro aos meus sentidos que Ele falava a língua do povo, a língua simples que o povo entendia. Meu chão ia se esvaindo, meus paradigmas cristãos se abalaram só com o olhar e o sotaque. O que mais viria? O que mais eu veria?
Confesso que naquela hora ouvia a fala Dele sem ouvir o que Ele falava. Me preocupei com Seu sotaque e me esqueci de Sua mensagem. Já estava eu envergonhado de novo. Quantas vezes fiz o que eu acabara de fazer, julguei as pessoas pela fala, pela roupa, pela forma, sem nem atentar para o que elas tinham pra dizer? Eu havia acabado de fazer o mesmo com o Mestre. Agora eu torcia pra que meu chão sumisse de vez!
Tudo ali parecia me contradizer. As pessoas chamadas pelo Mestre de bem-aventuradas eram pobres e suadas. Nem de longe carregavam o estereotipo engomado pelo capitalismo que me fazia entender que alguém era prospero ou não. Era gente sofrida de mais para ser chamada de feliz, mas Ele as chamava assim e eu me chocava com a idéia, já que pra mim ser pobre era sinônimo de infelicidade. E Jesus esta ali dizendo aos pobres que eles eram felizes! Eu me encontrava exatamente como eles ali, pobre e suado, e entendi que só por ouvi-lo eu já era feliz. Sua voz me tornava bem-aventurado, uma consolação inenarrável encheu meu coração. Pela primeira vez na vida eu me senti de fato feliz. Pobre, suado, empoeirado e com sede, porém feliz.
Tantas coisas Ele dizia e todas eu já sabia, mas agora o peso das palavras Dele me achatava, me abatia. Ali sozinho num chão que não era meu eu O ouço bradar: “ Oh gente! Num se aperreiem com os tesouros dessa vida, vale a pena não. Você ajunta aqui e o ladrão vem e rouba, vem a traça e come, a ferrugem acaba com tudo. O bom é ajuntar tesouro no Céu , lá num tem ladrão, num tem traça e nem ferrugem”. Agora eu tinha que questiona-Lo e quase fiz isso publicamente. Por que num dar aos pobres uma esperança aqui, se eles não têm tesouro nenhum pra acumular mesmo? Por que num despertar a fé deles? Dizer que eles podem ao menos sonhar que serão ricos um dia? Quando eu ia falar, aquela brisa interior soprou de novo – “Se espera nas coisas dessa terra você é o mais miserável dos homens”. Esperança não é ilusão é fé que faz a alegria de esperar existir, eu pude concluir então. Então eu vi que tinha enganado muita gente em nome de Deus, prometendo uma esperança vazia de prosperidade e riquezas que nada, nada, nada valia diante daquele que dizia: “Num tenho nem onde deitar a cabeça” e que, mesmo assim, falava de felicidade com a propriedade de quem sabe o que é ser feliz.
- Perdoem os fofoqueiros e falem bem deles. Orem por esses infelizes. Eles não sabem o que é viver em paz.
- Os que maltratam vocês, eu digo que vocês devem amar essas também. Porque se vocês fizerem assim, mesmo que continuem apanhando, uma hora eles verão que sua honra é maior que o ódio deles.
- Os que não se importam com seu frio e com sua fome, pedem que vocês dêem a eles a pouca roupa que têm e a pouca comida que vos resta, aprendam a compartilhar, porque o Pai cuida de vocês. Ele veste as plantas e alimenta as aves, vocês são mais que plantas e passarinhos, por isso não se avexem.
- Primeiro busque o Reino de Deus e sua justiça, todo resto virá pra vocês mais cedo ou mais tarde.
Nossa, era tudo real, prático, vívido. Aquelas palavras tinham cheiro de gente e não de sermão dominical. Uma certeza me invadiu – Eu não tinha entendido nada sobre Jesus, mesmo carregando divisas eclesiásticas nos ombros, eu não O conhecia. Conhecia a minha religião, não conhecia a Cristo. Eu estava envergonhado, mas encontrava nisso um sentido gracioso, pois Ele me deixou vê-Lo.
Seu olhar me toca agora como quem diz: Viu como você não via?
Quando o despertador tocou, eu acordei assustado. As buzinas já se faziam ouvir e a cidade já havia despertado pra mais um dia de sons e cores berrantes. Agora eu estava de volta ao pesadelo real da minha vida confortável. Havia sonhado um sonho bom, lembrava de tudo e, mais ainda, das vergonhas que senti. Não teria apartir de agora o direito de continuar sendo o que eu era até a noite passada. Conheci outros valores, fui olhado por outros olhares, não consigo mais ser um opaco-religioso-urbano. Descobri que não havia avivamento algum, percebi que não era autêntico, que minha fé estava firme nas coisas dessa terra e distante da esperança celestial. Meu Deus quanta miséria a minha.
Agora os afazeres me impedem de continuar confessando e compartilhando, meu terno me aguarda engomado, meu perfume me chama, meu sermão esta pronto desde anteontem e minha igreja precisa de mim assim forte, corajoso e rico. Isso lhes dá uma sensação de poder e segurança. Obrigado gente, mas um povo avivado me espera. Preciso esquecer a vergonha e seguir triunfando. Fico sem chão, mas não posso perder a pose. Bom dia...
Assim termina o sonho e o pesadelo começa.
A Rocha Eterna, nosso chão, não muda e não negocia a Verdade.
Saúde e Paz
Fabio
Amanheceu. Eu continuava sentindo a estranha sensação que me perturbou por horas e horas naquela madrugada, a mesma sensação que me impediu de dormir. Havia algo de estranho no quarto, não conhecia aqueles cheiros, meu colchão não era tão duro assim, minha roupa não era aquela, meu despertador não tocou, e mesmo se tivesse tocado apenas seria testemunha da minha noite de insônia Foi a estranheza que me tirou o sono e que por vezes me fez duvidar se estava dormindo ou acordado. O galo cantou! Galo? Estou acostumado ao canto estridente das buzinas, ao barulho da cidade grande logo cedinho e não ao cantar dos galos. Ao me levantar da cama percebo um chão de terra batida, minha mente e meus pés não reconheciam tal chão. Chão é coisa que não se nota. O chão da gente é valorosamente imperceptível, a gente se acostuma tanto com o chão que pisa que já não o nota, até que pisamos em outro chão e vem na mente a frase de quem perdeu a preciosa segurança de ter um chão pra pisar –“ tiraram meu chão “. Agora eu tinha essa sensação de chão tirado, estava num mundo, numa casa que não era minha, pisando num chão que não era o meu e, para piorar tudo, não me lembrava de ter viajado pra lugar algum. “Tiraram meu chão”, era a frase que gritava alto dentro de mim.
Ao caminhar pela casa percebi que a simplicidade dava o tom da decoração daquele ambiente. Móveis de madeira e palha se acomodavam bucolicamente aos cantos do quarto e da pequena sala que ali havia. Quadros pendulavam nas paredes de barro como que fugidos de algum antiquário, uma cabaça cheia d´água me esperava oferecendo-me generosamente o frescor que aliviaria o forte e abafado calor que eu sentia. E o silencio? Nossa, era com se estivesse num vácuo de solidão em meio a uma simplicidade de vida que não conhecia até aquele momento de minha história pessoal. Me acostumei a estar cercado de pessoas, que na maioria das vezes, faziam tudo pra me agradar. Me acostumei ao mármore, perfume da riqueza e me sentia muito feliz por ser assim. Naquele momento, diante de coisas tão simples e de pouco valor, diante do perfume de roça, confesso que me senti estranhamente vazio.
Porém o choque maior ainda estava por vir. Dirigi-me a porta do casebre que já estava entreaberta, lá fora tudo parecia ter sido deixado repentinamente. Um pequeno cachorro magrelo deitado sobre as patas dianteiras me acompanha com os olhos. Sede, muita sede, calor, muito calor, solidão, muita solidão. “Tiraram meu chão, essa não é minha terra”. Tudo parecia tão miserável que, agora, me sentia enojado.
Ao caminhar por aquele terreno descobria ali uma vila de casas idênticas a que me abrigara, todas vazias. Percebi então que aquele vilarejo estava num platô de uma montanha e que um barranco me oferecia a visão de um belo vale que se estendia ao longo de um pequeno monte onde uma pequena multidão se mantinha assentada. Eles pareciam ouvir alguém palestrando. Foi nessa hora tive a sensação de estar vivendo um dejavu – já tinha visto essa cena. Claro que me aproximei e isso confirmou minha desconfiança. Supunha que aquilo que eu via acontecer diante de meus olhos eu já tinha visto, de fato, com a imaginação alimentada pelos ouvidos. Eu estava diante do monte que testemunharia a maior mensagem de todos os tempos. Obrigado Senhor, que privilégio, poderia testemunhar a tantos sobre a certeza de fé que adquiriria ouvindo em loco a mensagem do Mestre. O que eu sabia é que minha fé seria confirmada e edificada. “Quando voltar para o Brasil vou poder contar pra todos os irmãos que vi e ouvi coisas que testemunham o quanto estamos no caminho certo” . Não poderia ser diferente, já que eu sabia que estávamos vivendo na “geração do avivamento” brasileiro e ,se há um avivamento, pensava, só poderíamos estar fazendo a coisa certa, já que Deus não visitaria gente errada, concluía. Comecei a gostar de estar ali, ainda que sem “meu chão”, mas uma expectativa de crescimento futuro me consolava. Quantos convites pra pregar essa experiência geraria? Isso me fará escrever um best-seler. “Obrigado Deus, não sei se isso é sonho ou realidade, mas creio que estou vivendo uma grande restituição em minha vida. Estou sendo honrado por Ti”, orava eu grato e orgulhoso enquanto me aproximava da multidão sentada sobre o monte. Eles estavam agrupados na ribanceira da montanha, e o Mestre na parte mais baixa, isso me fez ter que dar a volta, passar ao lado dele, atrapalha-lo, já que e todos me olhavam enquanto me achegava. Ai que vergonha. Vergonha maior foi quando ele me olhou – serei fulminado – pensei - vou me prostrar me jogar por terra, tirar minhas sandálias, preciso fazer alguma coisa agora. Isso tudo passou por minha mente tão rapidamente que o maxímo que fiz foi avermelhar diante de um discreto sorriso dele e uma abanar da cabeça que me disse com a eloqüência de um gesto um bem-vindo caloroso. Percebi que por muito pouco minha religiosidade não me faz atuar circensemente. Agora eu estava envergonhado de verdade – “já atuei antes pensando que te impressionava, mas apenas impressionei quem me assistia atuar”. Ah se eu pudesse desaparecer, mas não podia. Isso era só o começo!
Sentei e Ele estava lá de pé. Falava num português nordestino carregado de sotaque que me fez lembrar o porteiro do meu prédio. Como poderia isso estar acontecendo? Jesus no agreste, sem cerimônia alguma? Rindo e chorando. Impossível conceber uma coisa dessas! Eu deveria estar louco, porém uma voz suave falou pessoalmente a mim – “minhas ovelhas ouvem a minha voz e me seguem”, estava claro aos meus sentidos que Ele falava a língua do povo, a língua simples que o povo entendia. Meu chão ia se esvaindo, meus paradigmas cristãos se abalaram só com o olhar e o sotaque. O que mais viria? O que mais eu veria?
Confesso que naquela hora ouvia a fala Dele sem ouvir o que Ele falava. Me preocupei com Seu sotaque e me esqueci de Sua mensagem. Já estava eu envergonhado de novo. Quantas vezes fiz o que eu acabara de fazer, julguei as pessoas pela fala, pela roupa, pela forma, sem nem atentar para o que elas tinham pra dizer? Eu havia acabado de fazer o mesmo com o Mestre. Agora eu torcia pra que meu chão sumisse de vez!
Tudo ali parecia me contradizer. As pessoas chamadas pelo Mestre de bem-aventuradas eram pobres e suadas. Nem de longe carregavam o estereotipo engomado pelo capitalismo que me fazia entender que alguém era prospero ou não. Era gente sofrida de mais para ser chamada de feliz, mas Ele as chamava assim e eu me chocava com a idéia, já que pra mim ser pobre era sinônimo de infelicidade. E Jesus esta ali dizendo aos pobres que eles eram felizes! Eu me encontrava exatamente como eles ali, pobre e suado, e entendi que só por ouvi-lo eu já era feliz. Sua voz me tornava bem-aventurado, uma consolação inenarrável encheu meu coração. Pela primeira vez na vida eu me senti de fato feliz. Pobre, suado, empoeirado e com sede, porém feliz.
Tantas coisas Ele dizia e todas eu já sabia, mas agora o peso das palavras Dele me achatava, me abatia. Ali sozinho num chão que não era meu eu O ouço bradar: “ Oh gente! Num se aperreiem com os tesouros dessa vida, vale a pena não. Você ajunta aqui e o ladrão vem e rouba, vem a traça e come, a ferrugem acaba com tudo. O bom é ajuntar tesouro no Céu , lá num tem ladrão, num tem traça e nem ferrugem”. Agora eu tinha que questiona-Lo e quase fiz isso publicamente. Por que num dar aos pobres uma esperança aqui, se eles não têm tesouro nenhum pra acumular mesmo? Por que num despertar a fé deles? Dizer que eles podem ao menos sonhar que serão ricos um dia? Quando eu ia falar, aquela brisa interior soprou de novo – “Se espera nas coisas dessa terra você é o mais miserável dos homens”. Esperança não é ilusão é fé que faz a alegria de esperar existir, eu pude concluir então. Então eu vi que tinha enganado muita gente em nome de Deus, prometendo uma esperança vazia de prosperidade e riquezas que nada, nada, nada valia diante daquele que dizia: “Num tenho nem onde deitar a cabeça” e que, mesmo assim, falava de felicidade com a propriedade de quem sabe o que é ser feliz.
- Perdoem os fofoqueiros e falem bem deles. Orem por esses infelizes. Eles não sabem o que é viver em paz.
- Os que maltratam vocês, eu digo que vocês devem amar essas também. Porque se vocês fizerem assim, mesmo que continuem apanhando, uma hora eles verão que sua honra é maior que o ódio deles.
- Os que não se importam com seu frio e com sua fome, pedem que vocês dêem a eles a pouca roupa que têm e a pouca comida que vos resta, aprendam a compartilhar, porque o Pai cuida de vocês. Ele veste as plantas e alimenta as aves, vocês são mais que plantas e passarinhos, por isso não se avexem.
- Primeiro busque o Reino de Deus e sua justiça, todo resto virá pra vocês mais cedo ou mais tarde.
Nossa, era tudo real, prático, vívido. Aquelas palavras tinham cheiro de gente e não de sermão dominical. Uma certeza me invadiu – Eu não tinha entendido nada sobre Jesus, mesmo carregando divisas eclesiásticas nos ombros, eu não O conhecia. Conhecia a minha religião, não conhecia a Cristo. Eu estava envergonhado, mas encontrava nisso um sentido gracioso, pois Ele me deixou vê-Lo.
Seu olhar me toca agora como quem diz: Viu como você não via?
Quando o despertador tocou, eu acordei assustado. As buzinas já se faziam ouvir e a cidade já havia despertado pra mais um dia de sons e cores berrantes. Agora eu estava de volta ao pesadelo real da minha vida confortável. Havia sonhado um sonho bom, lembrava de tudo e, mais ainda, das vergonhas que senti. Não teria apartir de agora o direito de continuar sendo o que eu era até a noite passada. Conheci outros valores, fui olhado por outros olhares, não consigo mais ser um opaco-religioso-urbano. Descobri que não havia avivamento algum, percebi que não era autêntico, que minha fé estava firme nas coisas dessa terra e distante da esperança celestial. Meu Deus quanta miséria a minha.
Agora os afazeres me impedem de continuar confessando e compartilhando, meu terno me aguarda engomado, meu perfume me chama, meu sermão esta pronto desde anteontem e minha igreja precisa de mim assim forte, corajoso e rico. Isso lhes dá uma sensação de poder e segurança. Obrigado gente, mas um povo avivado me espera. Preciso esquecer a vergonha e seguir triunfando. Fico sem chão, mas não posso perder a pose. Bom dia...
Assim termina o sonho e o pesadelo começa.
A Rocha Eterna, nosso chão, não muda e não negocia a Verdade.
Saúde e Paz
Fabio
segunda-feira, fevereiro 18, 2008
CEGUEIRA PIOR AINDA
Na terra de cegos havia um rei de um olho só;
Via com seu olho único o que a plebe apenas percebia;
Na terra de cegos havia um rei cego de um olho só;
Se sentia poderoso, habilidoso, formoso e cheio de força, pois podia ver, pouco, mas podia.
Se esquecia apenas que também era cego, pior ainda é que sua cegueira era o que ele nunca via;
Isso fazia o rei dos cegos o pior cego que havia.
Seus súditos? Tinham no rei-cego seu ídolo, seu deus;
Não sabiam de sua cegueira, mas sabiam que precisavam que alguém visse;
Um cego guiava os cegos na terra de cegos;
Os cegos não viam que seu rei não via;
A cegueira dos cego eram trevas nos olhos e trevas na mente;
Os olhos não viam, as mentes não sabiam.
Quem tiver ouvidos que ouça;
Quem tiver olhos que veja;
Que olhemos pra nós, olhando quem somos, mas vendo, prioritariamente, quem não somos.
Um basta aos reis cegos que escondem do povo seu estado de cegueira, manipulando consciências, usando ignorâncias e se alimentando do sangue crédulo dos fracos e pequeninos irmãos. A estes aguardam as trevas eternas.
“Senhor, que nos abram os olhos” Mt 20.33
Saúde e Paz
Fabio
Via com seu olho único o que a plebe apenas percebia;
Na terra de cegos havia um rei cego de um olho só;
Se sentia poderoso, habilidoso, formoso e cheio de força, pois podia ver, pouco, mas podia.
Se esquecia apenas que também era cego, pior ainda é que sua cegueira era o que ele nunca via;
Isso fazia o rei dos cegos o pior cego que havia.
Seus súditos? Tinham no rei-cego seu ídolo, seu deus;
Não sabiam de sua cegueira, mas sabiam que precisavam que alguém visse;
Um cego guiava os cegos na terra de cegos;
Os cegos não viam que seu rei não via;
A cegueira dos cego eram trevas nos olhos e trevas na mente;
Os olhos não viam, as mentes não sabiam.
Quem tiver ouvidos que ouça;
Quem tiver olhos que veja;
Que olhemos pra nós, olhando quem somos, mas vendo, prioritariamente, quem não somos.
Um basta aos reis cegos que escondem do povo seu estado de cegueira, manipulando consciências, usando ignorâncias e se alimentando do sangue crédulo dos fracos e pequeninos irmãos. A estes aguardam as trevas eternas.
“Senhor, que nos abram os olhos” Mt 20.33
Saúde e Paz
Fabio
quarta-feira, dezembro 05, 2007
Mensagens em audio
Estamos testando essa novidade, postar mensagens em audio aqui no blog.
Eu e Marcelo tivemos em "insight" quase que conjuntamente, quando ele veio falar comigo sobre isso eu fui falar com ele sobre o mesmo assunto. Estamos então em fase experimental, por isso o audio não está "de primeira", mas vamos manter assim pra vermos o resultado que dá, se for bom investiremos em uma tecnologia melhor.
Vamos em frente.
Saúde e paz
Ps: A mensagem disponibilizada no link abaixo denomina-se "Saude"
Eu e Marcelo tivemos em "insight" quase que conjuntamente, quando ele veio falar comigo sobre isso eu fui falar com ele sobre o mesmo assunto. Estamos então em fase experimental, por isso o audio não está "de primeira", mas vamos manter assim pra vermos o resultado que dá, se for bom investiremos em uma tecnologia melhor.
Vamos em frente.
Saúde e paz
Ps: A mensagem disponibilizada no link abaixo denomina-se "Saude"
terça-feira, novembro 27, 2007
quarta-feira, novembro 14, 2007
VELHA NOVIDADE QUE SE RENOVA
Em si a palavra evangelho já possúi alma de novidade. Evangelho é boa nova, a boa noticia, a agradável novidade que estava oculta dos séculos e das gerações, Cristo em nós a esperança da glória.
Jesus é o Evangelho. A boa mensagem não é um compendio teológico ou um pensar sobre o amor de Deus. Jesus em pessoa é a boa nova. Ele não é um credo, mas crer Nele é vida eterna. Ele não é um código de ética, mas andar Nele e como Ele é viver no caminho do certo. Então tudo se simplifica já que se Ele é o Evangelho pregar o Evangelho é pregar Ele e, antes disso, viver o Evangelho é buscar Ele como molde, alvo, objeto e objetivo da carreira da fé. Isso é simples já que a imagem do modelo Jesus é clara esta posta diante de nós nos evangelhos e em todo o Novo Testamento.
Tudo é simples demais. Viver o Evangelho é atentar para o que o Senhor Jesus, o Evangelho vivo, ensinou, logo é fazer o que ele diz que deve ser feito, mas tudo feito em amor, por que senão não é Evangelho de Cristo, pois esse se cumpre em, prioritariamente, amar a Deus sobre tudo e ao outro como a si mesmo. Fora disso, fora do amar, toda pratica pode ser apenas evangélica, mas nunca o viver o e para o Evangelho. Perdoar o ofensor, não julgar ninguém, tirar a estaca do olho e antes de querer arrancar o pequeno grão dos olhos do irmão, é ver o outro superior a si mesmo, é servir, é amar, são atos de justiça o Reino que Jesus nos ensina a viver. É tudo simples, nada engessado, tudo muito livre e nada muito novo. È ser mais humano e não o ser mais religioso. Simplesmente isso.
Estranhamente essas palavras podem soar novidade. Sei que parecem ser diante da velharia religiosa, legalista e empoeirada das instituições religiosas, mas não são novas, são apenas as Boas Novas. Também não são ultrapassadas, pois a Verdade se renova sempre na misericórdia renovável do amor de Deus em Cristo revelado.
Vivamos o Evangelho que não é nada novo, mas capaz de fazer tudo na vida virar novidade de vida.
Saúde e paz
Fabio
Jesus é o Evangelho. A boa mensagem não é um compendio teológico ou um pensar sobre o amor de Deus. Jesus em pessoa é a boa nova. Ele não é um credo, mas crer Nele é vida eterna. Ele não é um código de ética, mas andar Nele e como Ele é viver no caminho do certo. Então tudo se simplifica já que se Ele é o Evangelho pregar o Evangelho é pregar Ele e, antes disso, viver o Evangelho é buscar Ele como molde, alvo, objeto e objetivo da carreira da fé. Isso é simples já que a imagem do modelo Jesus é clara esta posta diante de nós nos evangelhos e em todo o Novo Testamento.
Tudo é simples demais. Viver o Evangelho é atentar para o que o Senhor Jesus, o Evangelho vivo, ensinou, logo é fazer o que ele diz que deve ser feito, mas tudo feito em amor, por que senão não é Evangelho de Cristo, pois esse se cumpre em, prioritariamente, amar a Deus sobre tudo e ao outro como a si mesmo. Fora disso, fora do amar, toda pratica pode ser apenas evangélica, mas nunca o viver o e para o Evangelho. Perdoar o ofensor, não julgar ninguém, tirar a estaca do olho e antes de querer arrancar o pequeno grão dos olhos do irmão, é ver o outro superior a si mesmo, é servir, é amar, são atos de justiça o Reino que Jesus nos ensina a viver. É tudo simples, nada engessado, tudo muito livre e nada muito novo. È ser mais humano e não o ser mais religioso. Simplesmente isso.
Estranhamente essas palavras podem soar novidade. Sei que parecem ser diante da velharia religiosa, legalista e empoeirada das instituições religiosas, mas não são novas, são apenas as Boas Novas. Também não são ultrapassadas, pois a Verdade se renova sempre na misericórdia renovável do amor de Deus em Cristo revelado.
Vivamos o Evangelho que não é nada novo, mas capaz de fazer tudo na vida virar novidade de vida.
Saúde e paz
Fabio
segunda-feira, outubro 01, 2007
Números não erram...
Porque não possuem vida;
Não tem neles a complexidade das sensações;
Não são capazes de errar na interpretação dos fatos pela dinamica hermeneutica pessoal do ser humano;
Não guardam lembranças que remetem a risos e a lágrimas, lembranças que voltam do passado quando no presente algo acessa esse banco de dados e emoções;
Não riem de si mesmos e dos outros;
Não sabem o que é amar e sofrer por isso;
Não sabem o que amar e ser feliz por isso;
Tudo que os números sabem é quantificar: quantos tem? Quantos são? Quantos vão?
Pessoas não são números.
Números são perfeitos, exatos, universalmente verdadeiros.
Pessoas não são números.
Pessoas são imperfeitas, inexatas, equivocáveis.
Deus ama pessoas e não as trata como números.
Não és um número, uma meta, uma conquista de alguém.
Não se permita numerar e a ninguém numere.
Saúde e paz
Fabio
Não tem neles a complexidade das sensações;
Não são capazes de errar na interpretação dos fatos pela dinamica hermeneutica pessoal do ser humano;
Não guardam lembranças que remetem a risos e a lágrimas, lembranças que voltam do passado quando no presente algo acessa esse banco de dados e emoções;
Não riem de si mesmos e dos outros;
Não sabem o que é amar e sofrer por isso;
Não sabem o que amar e ser feliz por isso;
Tudo que os números sabem é quantificar: quantos tem? Quantos são? Quantos vão?
Pessoas não são números.
Números são perfeitos, exatos, universalmente verdadeiros.
Pessoas não são números.
Pessoas são imperfeitas, inexatas, equivocáveis.
Deus ama pessoas e não as trata como números.
Não és um número, uma meta, uma conquista de alguém.
Não se permita numerar e a ninguém numere.
Saúde e paz
Fabio
quarta-feira, setembro 26, 2007
SÓ UM APERITIVO....
Essa é a Introdução Do livro que estou escrevendo. ENTRE O REINO DE DEUS E REINO DOS HOMENS , é seu título provisório. A temática é a que vcs já conhecem em meus texto: o Reino acima de tudo.
Estar trabalhando neste projeto é um dos motivos que me fazem não atualizar semanalmente o blog, mas isso vai mudar, aguardem....
Por enquanto aceite esa pequena prova para degustação. Espero que gostem.
Saude e Paz
Fabio
ENTRE O REINO DE DEUS E O REINO DOS HOMENS
Ninguém duvida que a igreja evangélica brasileira vive hoje um exuberante crescimento em seus arraiais. Contudo, recomendo que ninguém duvide também que este crescimento quantitativo não traz em si o mesmo potencial qualitativo, isso não apenas nas questões que envolvem a fé cristã pessoal dos membros das organizações evangélicas, mas, principalmente, nas questões coletivas de fé, ou seja, no tipo de cristianismo ensinado, pregado e propagado. A fé pessoal é resultado da fé ensinada, os fieis, em sua maioria, vão para onde estão sendo guiados.
O distanciamento da mensagem cristã atual em relação a mensagem de Cristo revelada no Novo Testamento tem gerado em muitos crentes uma visão distorcida quanto ao Reino de Deus. De fato muitos confundem o Reino de Deus com as instituições eclesiásticas, que na verdade são parte apenas da realidade humana, assim como o próprio fenômeno religioso também o é. O problema maior é que tendemos a projetar uma imagem para Deus através da lente de nossos credos, coisa muito normal na psique humana. Todos já ouvimos o chavão – “ O teu Deus é do tamanho da tua fé”. O que ocorre é que não é o “tamanho de Deus” que é influenciado pela “quantidade” de fé que temos, mas a maneira como acreditamos que Deus é fará com que Ele “seja” exatamente assim, pra nós, pessoalmente. Podemos dizer que nossa teologia faz a nossa fé que, por sua vez, faz o nosso Deus. Não estou dizendo que nossa fé muda a natureza divina. A natureza de Deus é imutável, mas O veremos exatamente como cremos que Ele é, e nós cremos de acordo com o que aprendemos: a fé deriva da teologia que aprendemos. Se aprendemos uma teologia voltada para a felicidade financeira tenderemos a ver Deus apenas como uma fonte de riqueza; se aprendermos uma teologia que supervalorize curas e milagres O veremos como um grande milagreiro a serviço de nossas necessidades; se temos uma teologia impessoal e distante, nossa visão será de um Deus longínquo, e por vezes iracundo. Esse fenômeno da relação “teologia-fé-teologia” é presente em qualquer cor religiosa, inclusive no universo evangélico.
Interessante é ver que os grupos evangélicos insistem em se afastar do fenômeno religioso, colocando-se acima de qualquer coisa que diga respeito a religiosidade. Na verdade hoje o que presenciamos é uma clara definição quanto ao fato que as igrejas evangélicas são cada dia mais religiosas e institucionalizadas, formando subgrupos de uma religião maior. A religião evangélica esta se tornando a pizza e as igrejas as fatias. Isso ocorreu nos tempos de Jesus com o Judaísmo: os fariseus, os saduceus zelotes, herodianos, essênios e até mesmo os cristãos eram subgrupos da religião judaica. Ora o que vemos hoje é isto ocorrer com os evangélicos. As igrejas são as fatias da pizza evangélica.
Os sub-grupos religiosos, normalmente possuem pontos de igualdades com os outros da mesma espécie, mas discordam entre si em alguns aspectos doutrinários, chegando a combaterem-se mutuamente e a considerarem heréticos os outros sub-grupos. Muitas vezes estes movimentos são universos complexos de verdades defendidas a ferro e fogo, de submissão cega a um líder-profeta. Nestes casos, geralmente, a instituição tem muito mais valor que as pessoas. Se entra fácil e alegremente, mas se sai com muita dificuldade e dor, aliás sair é tornar-se inimigo, pois há cores bem definidas para serem defendidas por seus adeptos; negar essas cores é trair todo sistema. Estes fatos aplicam-se as religiões de forma geral e não a um ou outro grupo específico.
É duro e angustiante para a maioria dos cristãos evangélicos o saber destas verdades, mas a cada dia que passa muitas organizações eclesiásticas confirmam mais suas vocações para institucionalização religiosa, igualando-se a qualquer outro movimento de fé, entretanto vejo que mais duro e angustiante ainda é ver a quantidade de corações feridos, decepcionados, marcados com os pontiagudos espinhos da frustração que fustiga os que se descobrem usados enganosamente e desiludidos por seguirem líderes que se dizem comprometido com Deus, mas que lentamente vão se mostrando lobos famintos. E agora, pra onde ir? Em quem acreditar? Vale confiar novamente? Não seria melhor servir a Jesus sozinho sem relacionamento cristão com mais ninguém?
O que nos dá esperança, fé e firmeza para vivermos em comunidade é a verdade bíblica que nos mostra que o Reino de Deus é real. De fato, biblicamente existe apenas um rebanho e um Pastor (Jo 10). Deus ao olhar para o Seu povo não vê as cores denominacionais, as bandeiras e logotipos. O que Ele enxerga é o Seu rebanho único, dentro de Seu aprisco, cuja porta de entrada é Ele mesmo. Ele, Jesus, é a porta, a porta do aprisco, que é estreita, mas é porta de salvação. Quanto aos pastores do rebanho do Senhor, fica claro que: ser pastor é uma função no Corpo de Cristo, assim como existem outras funções. O Novo Testamento chama estas funções de ministérios; ser pastor é cuidar das ovelhas Dele, e a única motivação correta para este atribuição é o amor ao supremo-Pastor (Jo 21.1-17). As ovelhas são Dele, não de pastor nenhum, menos ainda de organização alguma. Nesse Rebanho, feito de ovelhas compradas pelo sangue de Jesus para si mesmo é onde o Reino de Deus se faz possível. Digo isso porque, no âmbito das organizações eclesiásticas, certas verdades do Reino soam, no mínimo, utópicas. O viver o Reino de Deus não é uma utopia (utopia é a forma latina da palavra grega utópos, que significa “lugar nenhum”), mas a única opção que resta pra quem quer seguir a Jesus de fato.
O tom denunciante dessa introdução não corresponde ao mesmo que se seguirá no desenvolvimento do assunto aqui tratado, não pretendo isso, ao contrário, ao mostrar um pouco (e muito pouco) o lado feio da religiosidade evangélica deste tempo quero provocar o contraste entre a feiúra humana-institucional e a beleza pura e simples do Reino de Deus, esse sim é o assunto que está em foco aqui.
O Reino de Deus é lindo, pois Seu Rei é a própria beleza em essência. Uma beleza tão simples que, para muitos passa despercebida.
Pai nosso... venha o Teu Reino, aqui dentro de minha vida.
Estar trabalhando neste projeto é um dos motivos que me fazem não atualizar semanalmente o blog, mas isso vai mudar, aguardem....
Por enquanto aceite esa pequena prova para degustação. Espero que gostem.
Saude e Paz
Fabio
ENTRE O REINO DE DEUS E O REINO DOS HOMENS
Ninguém duvida que a igreja evangélica brasileira vive hoje um exuberante crescimento em seus arraiais. Contudo, recomendo que ninguém duvide também que este crescimento quantitativo não traz em si o mesmo potencial qualitativo, isso não apenas nas questões que envolvem a fé cristã pessoal dos membros das organizações evangélicas, mas, principalmente, nas questões coletivas de fé, ou seja, no tipo de cristianismo ensinado, pregado e propagado. A fé pessoal é resultado da fé ensinada, os fieis, em sua maioria, vão para onde estão sendo guiados.
O distanciamento da mensagem cristã atual em relação a mensagem de Cristo revelada no Novo Testamento tem gerado em muitos crentes uma visão distorcida quanto ao Reino de Deus. De fato muitos confundem o Reino de Deus com as instituições eclesiásticas, que na verdade são parte apenas da realidade humana, assim como o próprio fenômeno religioso também o é. O problema maior é que tendemos a projetar uma imagem para Deus através da lente de nossos credos, coisa muito normal na psique humana. Todos já ouvimos o chavão – “ O teu Deus é do tamanho da tua fé”. O que ocorre é que não é o “tamanho de Deus” que é influenciado pela “quantidade” de fé que temos, mas a maneira como acreditamos que Deus é fará com que Ele “seja” exatamente assim, pra nós, pessoalmente. Podemos dizer que nossa teologia faz a nossa fé que, por sua vez, faz o nosso Deus. Não estou dizendo que nossa fé muda a natureza divina. A natureza de Deus é imutável, mas O veremos exatamente como cremos que Ele é, e nós cremos de acordo com o que aprendemos: a fé deriva da teologia que aprendemos. Se aprendemos uma teologia voltada para a felicidade financeira tenderemos a ver Deus apenas como uma fonte de riqueza; se aprendermos uma teologia que supervalorize curas e milagres O veremos como um grande milagreiro a serviço de nossas necessidades; se temos uma teologia impessoal e distante, nossa visão será de um Deus longínquo, e por vezes iracundo. Esse fenômeno da relação “teologia-fé-teologia” é presente em qualquer cor religiosa, inclusive no universo evangélico.
Interessante é ver que os grupos evangélicos insistem em se afastar do fenômeno religioso, colocando-se acima de qualquer coisa que diga respeito a religiosidade. Na verdade hoje o que presenciamos é uma clara definição quanto ao fato que as igrejas evangélicas são cada dia mais religiosas e institucionalizadas, formando subgrupos de uma religião maior. A religião evangélica esta se tornando a pizza e as igrejas as fatias. Isso ocorreu nos tempos de Jesus com o Judaísmo: os fariseus, os saduceus zelotes, herodianos, essênios e até mesmo os cristãos eram subgrupos da religião judaica. Ora o que vemos hoje é isto ocorrer com os evangélicos. As igrejas são as fatias da pizza evangélica.
Os sub-grupos religiosos, normalmente possuem pontos de igualdades com os outros da mesma espécie, mas discordam entre si em alguns aspectos doutrinários, chegando a combaterem-se mutuamente e a considerarem heréticos os outros sub-grupos. Muitas vezes estes movimentos são universos complexos de verdades defendidas a ferro e fogo, de submissão cega a um líder-profeta. Nestes casos, geralmente, a instituição tem muito mais valor que as pessoas. Se entra fácil e alegremente, mas se sai com muita dificuldade e dor, aliás sair é tornar-se inimigo, pois há cores bem definidas para serem defendidas por seus adeptos; negar essas cores é trair todo sistema. Estes fatos aplicam-se as religiões de forma geral e não a um ou outro grupo específico.
É duro e angustiante para a maioria dos cristãos evangélicos o saber destas verdades, mas a cada dia que passa muitas organizações eclesiásticas confirmam mais suas vocações para institucionalização religiosa, igualando-se a qualquer outro movimento de fé, entretanto vejo que mais duro e angustiante ainda é ver a quantidade de corações feridos, decepcionados, marcados com os pontiagudos espinhos da frustração que fustiga os que se descobrem usados enganosamente e desiludidos por seguirem líderes que se dizem comprometido com Deus, mas que lentamente vão se mostrando lobos famintos. E agora, pra onde ir? Em quem acreditar? Vale confiar novamente? Não seria melhor servir a Jesus sozinho sem relacionamento cristão com mais ninguém?
O que nos dá esperança, fé e firmeza para vivermos em comunidade é a verdade bíblica que nos mostra que o Reino de Deus é real. De fato, biblicamente existe apenas um rebanho e um Pastor (Jo 10). Deus ao olhar para o Seu povo não vê as cores denominacionais, as bandeiras e logotipos. O que Ele enxerga é o Seu rebanho único, dentro de Seu aprisco, cuja porta de entrada é Ele mesmo. Ele, Jesus, é a porta, a porta do aprisco, que é estreita, mas é porta de salvação. Quanto aos pastores do rebanho do Senhor, fica claro que: ser pastor é uma função no Corpo de Cristo, assim como existem outras funções. O Novo Testamento chama estas funções de ministérios; ser pastor é cuidar das ovelhas Dele, e a única motivação correta para este atribuição é o amor ao supremo-Pastor (Jo 21.1-17). As ovelhas são Dele, não de pastor nenhum, menos ainda de organização alguma. Nesse Rebanho, feito de ovelhas compradas pelo sangue de Jesus para si mesmo é onde o Reino de Deus se faz possível. Digo isso porque, no âmbito das organizações eclesiásticas, certas verdades do Reino soam, no mínimo, utópicas. O viver o Reino de Deus não é uma utopia (utopia é a forma latina da palavra grega utópos, que significa “lugar nenhum”), mas a única opção que resta pra quem quer seguir a Jesus de fato.
O tom denunciante dessa introdução não corresponde ao mesmo que se seguirá no desenvolvimento do assunto aqui tratado, não pretendo isso, ao contrário, ao mostrar um pouco (e muito pouco) o lado feio da religiosidade evangélica deste tempo quero provocar o contraste entre a feiúra humana-institucional e a beleza pura e simples do Reino de Deus, esse sim é o assunto que está em foco aqui.
O Reino de Deus é lindo, pois Seu Rei é a própria beleza em essência. Uma beleza tão simples que, para muitos passa despercebida.
Pai nosso... venha o Teu Reino, aqui dentro de minha vida.
segunda-feira, agosto 27, 2007
LAODISEMPRE
Laodicéia não foi, Laodicéia não será, Laodicéia é, e é sempre. Sempre existem pessoas-laodicéia, gente que se acha poderosa, rica, bela, visionária e que não percebe seus próprios limites. Sempre há também as instituições-laodicéia, organizações cheias e si mesmas, ensoberbadas, religiosas, idólatras e idolatrantes. Normalmente a segunda esta cheia da primeira. Triste quadro o de ser chamado de pobre, cego e nu. Mas triste ainda é não ver sua intima e pessoal pobreza, cegueira e nudez.
A igreja que estava em Laodicéia refletia apenas o seu meio social, nada mais que isso, pois aquela era uma cidade poderosa, situada no vale do rio Lico, na Ásia menor. Sua economia era volumosa e se mantinha principalmente pela produção de tecido negro decorrente dos rebanhos de ovelhas que ali eram criados. Os habitantes de Laodicéia orgulhavam-se de ser de onde eram. Ser natural de Laodicéia era estar perto de grandes operações financeiras, era estar junto à nobreza.
Portanto ser Laudicéia, seja pessoa ou instituição, é apenas ser igual, sistematizar-se, querer o que este século quer: fama, dinheiro, aplausos, números, resultados, mais números, uma imagem reconhecida entre a multidão. Coisinhas assim tão de hoje, tão de sempre.
Quando olhamos para Jesus e Seu Reino e descobrimos que para Ele o menor no Reino de Deus é maior que o maior homem nascido de mulher que a Terra conheceu, fica a certeza que Laodicéia é antônimo de Reino de Deus. Ser Igreja de Jesus não afina nunca com jeito laudicesco de viver e ver. Aliás, Laudicéia é cega e cegante, não enxerga pessoas e nem valores.
Nada mais me resta a comentar nestas linhas, prefiro deixar soar a voz o Mestre, revelando sua graça e amor em exortar Laodicéia. Ele admoesta e ama até quem lhe causa nojo.
Aconselho-te que de mim compres ouro refinado pelo fogo para te enriqueceres, vestiduras brancas para te vestires, a fim de que não seja manifesta a vergonha da tua nudez, e colírio para ungires os olhos, a fim de que vejas. Eu repreendo e disciplino a quantos amo. Sê, pois, zeloso e arrepende-te. (Ap 4.18 e 19)
Saúde e Paz
Fabio Teixeira
A igreja que estava em Laodicéia refletia apenas o seu meio social, nada mais que isso, pois aquela era uma cidade poderosa, situada no vale do rio Lico, na Ásia menor. Sua economia era volumosa e se mantinha principalmente pela produção de tecido negro decorrente dos rebanhos de ovelhas que ali eram criados. Os habitantes de Laodicéia orgulhavam-se de ser de onde eram. Ser natural de Laodicéia era estar perto de grandes operações financeiras, era estar junto à nobreza.
Portanto ser Laudicéia, seja pessoa ou instituição, é apenas ser igual, sistematizar-se, querer o que este século quer: fama, dinheiro, aplausos, números, resultados, mais números, uma imagem reconhecida entre a multidão. Coisinhas assim tão de hoje, tão de sempre.
Quando olhamos para Jesus e Seu Reino e descobrimos que para Ele o menor no Reino de Deus é maior que o maior homem nascido de mulher que a Terra conheceu, fica a certeza que Laodicéia é antônimo de Reino de Deus. Ser Igreja de Jesus não afina nunca com jeito laudicesco de viver e ver. Aliás, Laudicéia é cega e cegante, não enxerga pessoas e nem valores.
Nada mais me resta a comentar nestas linhas, prefiro deixar soar a voz o Mestre, revelando sua graça e amor em exortar Laodicéia. Ele admoesta e ama até quem lhe causa nojo.
Aconselho-te que de mim compres ouro refinado pelo fogo para te enriqueceres, vestiduras brancas para te vestires, a fim de que não seja manifesta a vergonha da tua nudez, e colírio para ungires os olhos, a fim de que vejas. Eu repreendo e disciplino a quantos amo. Sê, pois, zeloso e arrepende-te. (Ap 4.18 e 19)
Saúde e Paz
Fabio Teixeira
sexta-feira, julho 27, 2007
A Terra perde para que o Céu ganhe
Deus chamou Moysés. O Céu ,ansioso demais quando se trata de alguns homens (Sérgio Pimenta, Jairinho, Janires, Jaiminho e tantos outros que não sei o nome , mas que foram assim, deixando a sensação de "pressa celestial" pra traz) não conseguiu esperar...e o Mosa se foi...encontar-se com o Senhor Jesus no Lar.
Já não falava com ele há um ano, mas seu carinho e amizade deixaram marcas profundas em mim, estavamos distantes, mas sabia que um dia, um dia qualquer, num encontro casual ou não, poderiamos nos encontrar, ao menos sabia que ele estava aqui na existencia terrena. Eu amava esse cara! Admirava também. Discordavamos, mas era coisa de brother. Há um ano ele me deu o ultimo abraço, ainda me lembro, foi no casamento do Marcelo.
O Céu ganhou Moysés, você ganhou amigão; chegar ai é a vitória das vitorias; só os vencedores chegam onde você acaba de chegar.
Aos irmãos e pastores do PVN, deixo meus sentimento e respeito.
A família, todas as palavras não são nada, por isso minhas lagrimas unidas as de vocês e minha oração.
A Ge e as crianças, tudo isso ao cubo.
Ao Senhor Jesus, mesmo sem te entender completamente, te amo demais para questionar tuas razões.
Fabio
Já não falava com ele há um ano, mas seu carinho e amizade deixaram marcas profundas em mim, estavamos distantes, mas sabia que um dia, um dia qualquer, num encontro casual ou não, poderiamos nos encontrar, ao menos sabia que ele estava aqui na existencia terrena. Eu amava esse cara! Admirava também. Discordavamos, mas era coisa de brother. Há um ano ele me deu o ultimo abraço, ainda me lembro, foi no casamento do Marcelo.
O Céu ganhou Moysés, você ganhou amigão; chegar ai é a vitória das vitorias; só os vencedores chegam onde você acaba de chegar.
Aos irmãos e pastores do PVN, deixo meus sentimento e respeito.
A família, todas as palavras não são nada, por isso minhas lagrimas unidas as de vocês e minha oração.
A Ge e as crianças, tudo isso ao cubo.
Ao Senhor Jesus, mesmo sem te entender completamente, te amo demais para questionar tuas razões.
Fabio
quarta-feira, julho 18, 2007
OUTRA TRAGÉDIA DO ABSURDO BRASILEIRO
Tudo é um absurdo! Tragédias já são absurdas sempre pela brutalidade e surpresa que sempre as envolvem e todo cáos que causam, tragédias são sempre absurdas. O pior é quando é tragédia com agenda. Tragédia anunciada, prevista, que só precisaria de uma ajudinha para acontecer. Ajudinha de uma poça, de uma chuva, de uma falha, de um vento, nesse momento "qualquer ajuda é bem vinda" para que e atragédia aconteça, porque ela já está desenhada na probabilidade certa, é só acontecer. E aconteceu.
Quando todos pensavamos que o maior desastre aéreo já tinha ocorrido, um outro ganhou a triste medalha de ouro da morte de inoscentes num memso lugar e tempo. Responsáveis? Tragédia não os conhece, serão sempre aqueles que a ocasião os fizer mais fracos, indefesos e indesculpáveis diante da opnião que será formada sobre eles.
Gol, Tan, João Hélio, Complexo do Alemão, balas perdidas, gente perdida, a vergonha no senado, a cara de pau dos poderosos ladrões de brasileiros, tudo isso é trágico, é absurdo, é brutal e deveria ter sido evitado, não o foi! Estão todos estes na nossa história, presos a memoria brasileira, que em breve os apaga ou substitui por outras dores, não tirando lições corretivas para os rumos que tomamos.
Agora não cabe vacina, o Brasil precisa é de cirurgia plastica moral, amputação de gangrenados corruptos e encherto de amor e respeito na alma.
Só alimento a esperança no peito por que não a tenho nas coisas dessa terra, senão seria o mais miserável dos homens.
Meu carinho e oração aos familiares dos mártires de mais este absurdo.
Saude e Paz
Fabio Teixeira
Quando todos pensavamos que o maior desastre aéreo já tinha ocorrido, um outro ganhou a triste medalha de ouro da morte de inoscentes num memso lugar e tempo. Responsáveis? Tragédia não os conhece, serão sempre aqueles que a ocasião os fizer mais fracos, indefesos e indesculpáveis diante da opnião que será formada sobre eles.
Gol, Tan, João Hélio, Complexo do Alemão, balas perdidas, gente perdida, a vergonha no senado, a cara de pau dos poderosos ladrões de brasileiros, tudo isso é trágico, é absurdo, é brutal e deveria ter sido evitado, não o foi! Estão todos estes na nossa história, presos a memoria brasileira, que em breve os apaga ou substitui por outras dores, não tirando lições corretivas para os rumos que tomamos.
Agora não cabe vacina, o Brasil precisa é de cirurgia plastica moral, amputação de gangrenados corruptos e encherto de amor e respeito na alma.
Só alimento a esperança no peito por que não a tenho nas coisas dessa terra, senão seria o mais miserável dos homens.
Meu carinho e oração aos familiares dos mártires de mais este absurdo.
Saude e Paz
Fabio Teixeira
quarta-feira, julho 04, 2007
Por quê?
Insistir na sacralização de templos e lugares, mesmo sabendo que a morada de Deus é a vida, o homem, o coração? As pessoas não são números, nem mesmo seus talentos, são preciosas histórias inéditas, únicas e que jamais se repetirão.
Fortalecer a desigualdade, a hierarquização, a idéia que crentes são melhores que pecadores, como se também não o fossem? Não há um justo, nem unzinho só. Há justificados, gente feita justa, pela justiça louca da insondável graça da Cruz.
Encher a alma, já tão vaidosa, de vaidade, pendurar diplomas, enquadrar vitórias, levantar bandeiras, registrar o aplauso e publicar o êxito? Se a mão esquerda deve estar cega diante dos atos da direita.
Falar, falar, falar e falar? Dominar a língua, guardar a consciência de quem ouve e ouvir com paciência é mais sábio que opinar, e o tolo têm na boca seu pior inimigo.
Querer ter, poder ter o poder, construir um império com seu nome na placa, preferir os títulos e inventar os postos, ser servido e não suportar a contrariedade? O maior de todos serviu a todos, o melhor de todos se fez o pior, para que os piores fossem melhorados.
Há muitas outras perguntas que poderiam ser feitas e tantas outras repostas que caberiam muito bem neste contraste entre a mensagem de Cristo e o comportamento religioso, mas motivo você a terminar esta leitura questionando, perguntando, dessa forma este texto não termina aqui, ele continua no exercício da liberdade de pensar.
As cadeias e celas prendem corpos, mas não limitam mentes.
Saúde e Paz
Fabio Teixeira
Fortalecer a desigualdade, a hierarquização, a idéia que crentes são melhores que pecadores, como se também não o fossem? Não há um justo, nem unzinho só. Há justificados, gente feita justa, pela justiça louca da insondável graça da Cruz.
Encher a alma, já tão vaidosa, de vaidade, pendurar diplomas, enquadrar vitórias, levantar bandeiras, registrar o aplauso e publicar o êxito? Se a mão esquerda deve estar cega diante dos atos da direita.
Falar, falar, falar e falar? Dominar a língua, guardar a consciência de quem ouve e ouvir com paciência é mais sábio que opinar, e o tolo têm na boca seu pior inimigo.
Querer ter, poder ter o poder, construir um império com seu nome na placa, preferir os títulos e inventar os postos, ser servido e não suportar a contrariedade? O maior de todos serviu a todos, o melhor de todos se fez o pior, para que os piores fossem melhorados.
Há muitas outras perguntas que poderiam ser feitas e tantas outras repostas que caberiam muito bem neste contraste entre a mensagem de Cristo e o comportamento religioso, mas motivo você a terminar esta leitura questionando, perguntando, dessa forma este texto não termina aqui, ele continua no exercício da liberdade de pensar.
As cadeias e celas prendem corpos, mas não limitam mentes.
Saúde e Paz
Fabio Teixeira
terça-feira, junho 12, 2007
LIDERANÇA INTERROMPIDA
A demolição das identidades é um dos principais efeitos da pós-modernidade. Este fenômeno é uma crise de conceitos. A família é um bom exemplo disto, pois aquele modelo familiar de pai, mãe, e filhos, já não é o único existente. Hoje já se admitem “famílias” formadas por pai, pai e filho; mãe, mãe e filho. Por esses caminhos, uma identidade deformada de valores se edifica em substituição a outras consideradas obsoletas. Este fenômeno pós-moderno atinge a sociedade contemporânea como um todo, entretanto sua atuação é sutil, silenciosa e eficiente.
Quero aplicar este conceito de descontrução a questões de liderança. Aliás, o tema também esta na moda. As lojas de livros estão lotadas de títulos sobre gestão, gerenciamento, e afins. E as pessoas estão lendo e estudando liderança como nunca. Nas empresas, igrejas e organizações em geral, liderança esta na pauta do dia.
Muito bem, quando penso friamente sobre liderança hoje, concluo que, apesar de muito discurso e estudo sobre o tema, pouco se vive à verdadeira liderança. Em se tratando das igrejas evangélicas então, a crise da demolição neste campo fica bastante grave. Lideranças se tornam ditaduras, emplastradas de autoritarismo e controle da vida dos outros. Isso é liderança? Nunca foi nem nunca será.
Há uma demolição prática da verdadeira liderança no cotidiano “igrejesco”. Quando a força do comando está no poder do título; se o poder fala mais alto que o trato; se a liderança vale mais que os liderados, essa mesma liderança esta distorcida, doente e corroída. É uma liderança interrompida quanto aos valores que fazem uma relação líder/liderados ser sadia e valer a pena.
O maior líder de todos os tempos deixou pouquíssimas ordens para seus liderados, na verdade, só me lembro de duas: amai e amai. Jesus de Nazaré não apenas deixou o comando, Ele mesmo foi o maior exemplo de amor; sua vida e sua morte foram a síntese de seus mandamentos. As pessoas são mais importantes que as ordens! É a grande lição da liderança de Cristo. Lembra da mulher pega em flagrante adultério? Pela ordem da lei deveria morrer; pela ordem da graça alcançou misericórdia.
Onde estão os verdadeiros líderes? Lideres que doam a vida pelas ovelhas e não pelos seus interesses? Sei que eles existem, mas fica cada vez mais raro achar seus endereços, já que não precisam anunciar sua liderança, apenas vivem coerentemente com o discurso que pregam. Não arrastam grandes multidões, mas formam verdadeiros discípulos de Jesus.
Saúde e Paz
Fabio Teixeira
Quero aplicar este conceito de descontrução a questões de liderança. Aliás, o tema também esta na moda. As lojas de livros estão lotadas de títulos sobre gestão, gerenciamento, e afins. E as pessoas estão lendo e estudando liderança como nunca. Nas empresas, igrejas e organizações em geral, liderança esta na pauta do dia.
Muito bem, quando penso friamente sobre liderança hoje, concluo que, apesar de muito discurso e estudo sobre o tema, pouco se vive à verdadeira liderança. Em se tratando das igrejas evangélicas então, a crise da demolição neste campo fica bastante grave. Lideranças se tornam ditaduras, emplastradas de autoritarismo e controle da vida dos outros. Isso é liderança? Nunca foi nem nunca será.
Há uma demolição prática da verdadeira liderança no cotidiano “igrejesco”. Quando a força do comando está no poder do título; se o poder fala mais alto que o trato; se a liderança vale mais que os liderados, essa mesma liderança esta distorcida, doente e corroída. É uma liderança interrompida quanto aos valores que fazem uma relação líder/liderados ser sadia e valer a pena.
O maior líder de todos os tempos deixou pouquíssimas ordens para seus liderados, na verdade, só me lembro de duas: amai e amai. Jesus de Nazaré não apenas deixou o comando, Ele mesmo foi o maior exemplo de amor; sua vida e sua morte foram a síntese de seus mandamentos. As pessoas são mais importantes que as ordens! É a grande lição da liderança de Cristo. Lembra da mulher pega em flagrante adultério? Pela ordem da lei deveria morrer; pela ordem da graça alcançou misericórdia.
Onde estão os verdadeiros líderes? Lideres que doam a vida pelas ovelhas e não pelos seus interesses? Sei que eles existem, mas fica cada vez mais raro achar seus endereços, já que não precisam anunciar sua liderança, apenas vivem coerentemente com o discurso que pregam. Não arrastam grandes multidões, mas formam verdadeiros discípulos de Jesus.
Saúde e Paz
Fabio Teixeira
A volta...
Amigos do "mente Iluminada".
Perdoem a ausencia.
Depois de uns dias lutando para voltar a ter acesso a internet....estou de volta, ainda que discadamente. Só um comentário: A OI/Telemar é um vergonha!!!! Pago e não tenho direito a usar a Velox, mas vamos em frente, iluminando com a Palavra Eterna nossa mente limitada.
Abraços
Fabio
Perdoem a ausencia.
Depois de uns dias lutando para voltar a ter acesso a internet....estou de volta, ainda que discadamente. Só um comentário: A OI/Telemar é um vergonha!!!! Pago e não tenho direito a usar a Velox, mas vamos em frente, iluminando com a Palavra Eterna nossa mente limitada.
Abraços
Fabio
domingo, março 25, 2007
Justiça
Todos clamam por justiça. Não é possível tanta impunidade. Não é aceitável que nossa terra tão garrida e mãe gentil tenha se tornado, irremediavelmente, uma madrasta no sentido waltdisneano da palavra, privilegiando seus enteados de caráter corrompido e matando seus inocentes filhos de fome e sede de justiça.
Este nó na garganta não pode ser desatado pelas unhas do esquecimento e da omissão egoísta que nos dá a impressão de estarmos blindados contra o mal. A justiça exige uma ação corretiva para todos os que maculam a ordem social. Nós, brasileiros, exigimos justiça. Com gosto de sangue na boca, punhos cerrados, coração ferido e um ar de desencantamento pelo atual estado de saúde da pátria, que insiste em não se deixar medicar.
Triste é a realidade.
Deus é justo e justificador. Mesmo diante das infâmias humanas Seu amor renova-se a cada manhã. Olhando pra este amor ainda podemos ver a esperança. O Sol da Justiça raiará, um Reino de justiça haverá, Cristo voltará. O Justo Juiz julgará a todos, grandes e pequenos, opressores e oprimidos, fortes e fracos. Nesse dia nada justificará os injustificáveis, nenhum dinheiro sujo limpará as roupas sujas da iniqüidade de ninguém. Diante Dele não há propina, não há mentira, não há cara de pau, pois Ele nos enxerga de todo. Neste dia o joio e o trigo serão de fato separados e os que têm sede e fome de justiça serão saciados.
O dia da vingança de nosso Deus há de vir.
Saúde e paz.
Fabio
Este nó na garganta não pode ser desatado pelas unhas do esquecimento e da omissão egoísta que nos dá a impressão de estarmos blindados contra o mal. A justiça exige uma ação corretiva para todos os que maculam a ordem social. Nós, brasileiros, exigimos justiça. Com gosto de sangue na boca, punhos cerrados, coração ferido e um ar de desencantamento pelo atual estado de saúde da pátria, que insiste em não se deixar medicar.
Triste é a realidade.
Deus é justo e justificador. Mesmo diante das infâmias humanas Seu amor renova-se a cada manhã. Olhando pra este amor ainda podemos ver a esperança. O Sol da Justiça raiará, um Reino de justiça haverá, Cristo voltará. O Justo Juiz julgará a todos, grandes e pequenos, opressores e oprimidos, fortes e fracos. Nesse dia nada justificará os injustificáveis, nenhum dinheiro sujo limpará as roupas sujas da iniqüidade de ninguém. Diante Dele não há propina, não há mentira, não há cara de pau, pois Ele nos enxerga de todo. Neste dia o joio e o trigo serão de fato separados e os que têm sede e fome de justiça serão saciados.
O dia da vingança de nosso Deus há de vir.
Saúde e paz.
Fabio
terça-feira, março 13, 2007
MEMBROS DE QUEM?
Membresia é um termo bem conhecido das instituições eclesiásticas. Além de designar o grupo de pessoas que formam alguma associação, hoje, o termo também é uma unidade de medida. Medida de sucesso. Uma quantidade grande de pessoas arroladas no rol de membros é prova mais que suficiente que determinado ministério pode ser considerado bem sucedido. Será?
Neste contexto da vida cristã habita certas enfermidades que devem ser combatidas. Compromisso, comprometimento, aliança, fidelidade, obediência, submissão, frutificação, envolvimento, e outros termos de absoluta relevância para a totalidade do ser e, portanto, para o cristão também na sua convivência eclesiástica, podem ser transformados em verdadeiras aberrações se a questão da membresia não for vista de forma madura e bíblica. Isso porque se um grupo ou um líder vê os membros de sua igreja como bens que conquistou com esforço, a sensação de posse adoecerá tanto o líder como seus liderados. Neste ponto da patologia relacional compromisso e comprometimento tornam-se obrigações; aliança e fidelidade são transformadas em alienação; obediência e submissão em cegueira; frutificação e envolvimento em produtividade; vidas viram numerários.
Amigos, eu queria estar delirando! Eu queria ser apenas um crítico selvagem! Infelizmente as questões abordadas são reais. Agora alguém próximo a você pode estar sendo manipulado, pode ter virado um objeto, um ponto na “régua” de alguém, um grama na balança que pesa quem tem e quem não tem na corrompida ótica humana de líderes evangélicos, tão distanciados do Evangelho.
“Para a liberdade foi que Cristo nos libertou. Permanecei, pois, firmes e não vos submetais, de novo, a jugo de escravidão.” (Gl 5.1)
Acredito no senhorio de Cristo; Ele é o único dono, somos membros Dele, portanto a prerrogativa da posse é somente do Senhor e, os seus Ele conhece e dos Seus Ele cuida. O bom Pastor é Jesus, só Ele.
Estar comprometido com alguém é sempre saudável, mas ser livre é o que torna o comprometimento real, já que faz deste ato o fruto de uma escolha consciente.
Líder, você não é dono de ninguém! "Sua igreja" não existe, ela não “tem” os membros. As pessoas, elas escolheram você para ajuda-las e não para possuí-las. Este é o nosso trabalho, o trabalho pastoral. Não “temos” ninguém! As ovelhas são Dele.
O lado mais belo da vida cristã é a liberdade em amor que Cristo propôs. Esta liberdade norteia o Reino de Deus. Que nossas organizações não roubem das pessoas o direito de gozarem da vida livre que Jesus nos dá.
É possível ser feliz e leve, sendo compromissado com a causa da liberdade
Não a alienação, sim ao “culto racional”.
Saúde e Paz
Fabio Tx
quinta-feira, março 01, 2007
Bem Vindos
Amigos,
O desejo de criar um blog surgiu de vários bate-papos com pessoas que, informalmente, liam alguns textos que escrevo e se diziam abençoadas. Nunca visei notoriedade, mas também guardar na gaveta é jogar terra sobre o tumulo dos talentos e ai complica! O dono dos talentos é severo.
Começei a postar alguns textos no www.ministeriomensagem.com, aliás continuarei escrevendo para lá sempre, compartilhando os mesmos texto que aqui serão colocados.
Ao criar o "Mente Iluminada" não pretendo outra coisa se não compartilhar idéias baseadas no Evangelho de Jesus, apenas isso.
Criticar? Não é esse o objetivo central, mas o Evangelho, que é Luz, choca-se com as nossas trevas, confronta e revela a verdade de nós. Portanto algumas palavras soarão qual "Heavy Metal" para aqueles que só estão acustumados as modinhas da "moda gospel", estas cantadas ao pé do ouvido, suavemente, sem incomodar ninguém.
Agradeço ao Marcelo Belchior pela força que tem me dado diante da minha "ignorancia bloguistica", a Rosana e a todos do Mensagem, aos amados de Betel, aos meus filhos e a minha esposa.
Muito bem, fique a vontade, leia e comente.
Grande abraço
Saúde e Paz
Fabio Teixeira
O desejo de criar um blog surgiu de vários bate-papos com pessoas que, informalmente, liam alguns textos que escrevo e se diziam abençoadas. Nunca visei notoriedade, mas também guardar na gaveta é jogar terra sobre o tumulo dos talentos e ai complica! O dono dos talentos é severo.
Começei a postar alguns textos no www.ministeriomensagem.com, aliás continuarei escrevendo para lá sempre, compartilhando os mesmos texto que aqui serão colocados.
Ao criar o "Mente Iluminada" não pretendo outra coisa se não compartilhar idéias baseadas no Evangelho de Jesus, apenas isso.
Criticar? Não é esse o objetivo central, mas o Evangelho, que é Luz, choca-se com as nossas trevas, confronta e revela a verdade de nós. Portanto algumas palavras soarão qual "Heavy Metal" para aqueles que só estão acustumados as modinhas da "moda gospel", estas cantadas ao pé do ouvido, suavemente, sem incomodar ninguém.
Agradeço ao Marcelo Belchior pela força que tem me dado diante da minha "ignorancia bloguistica", a Rosana e a todos do Mensagem, aos amados de Betel, aos meus filhos e a minha esposa.
Muito bem, fique a vontade, leia e comente.
Grande abraço
Saúde e Paz
Fabio Teixeira
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