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segunda-feira, abril 26, 2010

CONGREGAR OU NÃO CONGREGAR

Neste video abordo esta questão simples que já virou problema sério pra muitos. Quem não congrega na oficialidade está desviado? Quem não está arrolado a alguma instituição eclesiástica também não está no rol eterno da salvação? Estou bem na minha vida com Deus pelo fato de estar congergando, conforme o que penso ser congregar? Congregar é estar no meio de um monte de gente e assim viver cercado de gente? Será que é possivel viver sem o que chamamos de congregar?

Estas e outros questões são abordadas, não esgotadas, neste vídeo.
O assunto é vasto e leva a muitas questões. Te insentivo a pensar sobre ele e conferir com a Palavra o que você ouvir aqui e também tudo que você já ouviu.

No amor de Jesus, o centro de todas as coisas.

Fabio

segunda-feira, março 29, 2010

A CULTURA DO CULTO


Na cultura cristã o centro da espiritualidade é o tempo (algumas vezes bem extenso) codenominado “culto”.

Sem o “culto” fica um vazio na vida espiritual e se o “culto” não for bom, conforme códigos e comportamento pré-estabelidos, resta é esperar o próximo e ver o que pode ser feito para que o “culto” melhore e os moveres espirituais ocorram de preferência de acordo com aquilo que o grupo acha que são moveres espirituais genuínos e fortes.

Comportamentos pré-estabelicidos, são padrões de conduta em um grupo que informam o quanto alguém está inserido ou não no seu contexto. Explico com exemplos: numa torcida, de um time de futebol qualquer, ninguém espera que alguém faça ovações ao time adversário e nem a qualquer outro time, então para fazer parte daquela torcida o sujeito tem que se comportar de acordo com as pessoas que estão ajuntadas pelo propósito de torcerem pelo mesmo time, cantando, aplaudindo, chingando o juiz as vezes sem nem saber por que, vaiando, vestindo a camisa etc. Todos estes comportamentos nos fazem sentir “IN”. A ausência deles gera a sensação de “OUT”. Comportamentos contrários a estes fazem o sujeito ser colocado “OUT”, mesmo que ele se sinta “IN”; num “culto” chamado pentecostal espera-se que haja muita gente falando alto, grandes expressões vocalizadas de louvor , em alguns “cultos” há pessoas que rodopiam, outros dançam e sapateiam e os pregadores são inflamados e inflamantes; nos “cultos” de adoração extravagante as canções são emocionalizadas, assim como as ações também, os gestos são exagerados. As ações são como as de quem precisa fazer grandes coisas para se destacar entre a multidão e ser melhor visto por Deus. "Eu preciso chamar tua atenção", dizem com atos litúrgicos os que assim cultuam; nos “cultos” mais ortodoxos há um roteiro prévio, tudo está combinado, nada deve sair do lugar, há oração sileciosa ao final e um prelúdio pra que a assistência se prepare para o “culto”. Estes são apenas alguns exemplos de estilos de liturgia, exemplificando algumas formas que a expressão chamada “culto” pode ter enquanto manifestação religiosa, na verdade há muitas outras. Toda religião expressa-se por "cultos".

Se há genuinidade, sinceridade e verdadeira devoção, não me cabe o julgamento nestas linhas, já que para entrar no mérito teriamos que analisar o indivíduo cultuante e não a expressão coletiva pré-determinada pela cultura do grupo.

Muito bem, voltemos aos exemplos, agora misture tudo. Pense em alguém que tenha um comportamento de torcedor em um culto ortodoxo. É impossível imaginar que esta pessoa se senta incluída ou que só não se sentirá um louco se na verdade for louco. Por outro lado, se em um “culto” pentecostal-extravagante eu fico quietinho, com atitude de poslúdio eu serei visto como frio, indiferente. Também o sentimento de não estar “IN” se manifestará. O que quero dizer é que comportamentos pré-estabelecidos existem, são códigos de inclusão (IN) e exclusão (OUT). Ocorre é que nos “cultos” (sejam quais for, evangélicos ou não) eles, muitas vezes, tem a sua face mais feia. Falo da rotulação de quem é e de quem não é. Quem chora é, quem não chora não é. Quem dança é , quem não dança não é. Quem fala é, quem não fala não é. E vice-versa para todas as afirmações anteriores. Estes fatos fazem do que chamamos “culto” verdadeiros espetáculos onde o centro são os comportamentos estereotipados.

O que seria da nossa vida espiritual sem “cultos”? Imagine que apartir de agora nós não tenhamos mais nenhum “lugar-igreja” pra irmos, nenhum “culto” dominical para freqüentarmos, como ficaria a nossa sua vida com Jesus? Nós não temos mais nenhum pregador para ouvirmos em lugar nenhum, nós conseguiríamos continuar caminhando no Caminho? Não existe mais nenhuma música de adoração para cantar, nós continuaríamos adorando? Se a resposta for qualquer possibilidade de dizer que seria impossível ou muito difícil permanecer na fé e continuar caminhando, já que nós enfraqueceríamos espiritualmente sem termos um alimento espiritual semanal e um tempo dedicado a oração e a adoração na “igreja”, sinto em dizer, mas essa fé é fé no deus-culto, no deus-igreja, no deus-pregação, na deusa-música e no super deus – templo e seus com-servos clericais.

Ver a expressão de “culto” como demonstração de espiritualidade é distorção. Entender que “culto” bom é aquele no qual tudo acontece como achamos que deveria acontecer, ou seja que a gente faz a nossa parte e Deus faz a dele é reducionismo, é tentar converte-Lo a nossa religião. Usar chavões e palavras de ordem é puro show, é show de manipulação gratuita, intencional ou não, mas é. É show com cara de santo, com hálito de óleo ungido. Se é culto é culto ao homem.

Para muitos o centro da vida é o culto, mas para o Evangelho o centro da vida é Jesus. Dele somos e Nele vivemos.

È impossível não haver culto enquanto bater no peito um coração que encontrou um amor constrangedor como o amor de Jesus. Pode não haver reunião, mas culto há.

Templos é o que somos. Igreja é o que somos. Culto é o que somos. Espiritualidade verdadeira é demonstrada por frutos na vida e não por liturgias, por mais empolgantes que elas possam parecer. Culto de fato, como tempo dedicado a devoção, assim como a vida consagrada ao Senhor é completamente pessoal. Culto bom é você quem faz para você mesmo.

Conduzir-nos a verdadeira adoração é função do Espirito Santo no Corpo. Ele nos conduz a Cristo, a toda Verdade. Não existe o ministério de animador de auditório.

Quanto à importância de cultuarmos juntos. Creio nela, pois é bíblico e nescessário a nós que vivamos juntos com amigos e irmãos, mas te aconselho a não se deixar manipular por quem te vê como platéia pro seu show, como massa pro seu bolo e se vê como a cereja da torta. Cuidado, muitas cerejas são apenas cenográficas. È bolinha de chuchu pintada de vermelho e adoçada com calda.

Te recomendo também a ser você mesmo, não queira ser ninguém.

Outra recomendação é que quando for ao jogo no estádio de futebol observe bem a que torcida você esta se ajuntando. Um erro neste quesito pode ser fatal. Nos quesitos anteriores também.

No amor de Jesus, o Único digno de receber adoração para sempre e sempre, na vida toda e com a vida inteira.

Saúde e Paz,

Fabio

segunda-feira, março 22, 2010

WWW.EBETEL.COM.BR - NO AR


Gente querida,

Nosso site está no ar.

Ali vc encontrará além dos textos muito conteúdo que vai somar para as nossas vida. Esse ambiente virtual está ai para fazer com que a vida real seja melhor. Cremos nisso, por isso lutamos para que o ebetel.com.br viesse a existir.

Você encontrará no site:


Mensagens em audio - vc pode ouvi-las direto no navegador, ou baixa-las.
Mensagens em video - as mensagens já postadas no Youtube e as que virão poderão ser assistidas tb pelo site.
Artigos - Os artigos que escrevo, mas não somente os meus. Hoje já temos outros tres autores postados por lá.
Downloud das aulas da escola bíblica - Os slides de nossas aulas poderão ser baixados pelo site. Inclusive a aula de domingo passado que não pudemos mostrar os slides já está lá.
Cartas - Espaço para que as pessoas se comuniquem conosco em busca de uma palavra, um aconselhamento etc.
Informativos Mensais - Vc poderá acessar todos os informativos já publicados (2009 e 2010) via site.

Estes recursos já estão no site e você já pode usufruir deles agora.

Mais uma vez temos que agradecer ao Marcelo pela dedicação e carinho. Não há palavras. Obrigado meu mano.

Queridos o ebetel.com.br é nosso não é meu, por isso se você escreve ou tem idéias compartilhe conosco que , a medida do possivel, publicaremos.

Aguardamos opniões e sujestões. Divulgue, navegue e aguarde as atualizações que virão.

www.ebetel.com.br

Grande abraço a todos
Fabio

terça-feira, março 09, 2010

VIAJANDO


Descanso. Minh'alma precisa, meu corpo deseja.

Algumas vezes a jornada faz as pernas pesarem e a calma, tão preciosa, parece acenar distante, mas ainda chamando para perto a fadigada alma que tem ainda muito para navegar nestes mares cheios de pedras submersas e traiçoeiros bancos de areia.

Navegar é preciso, viver é preciso, quem não vive não tem mais pra onde navegar. O porto é seguro, o alvo se põe adiante, os perigos da viagem não se comparam as delícias do destino. Delícias de paz e descanso. As lágrimas que encharcam os pés na viagem serão transformadas no sorriso eterno do viajante que lutou e venceu. Para quem viaja vencer é chegar. A vitória do viajante é o destino.

Minhas águas tranquilas, meus pastos verdejantes, meu abrigo seguro, meu lar inabalável, minha alegria e conquista, tudo adiante, mas muito presente na esperança do coração viajante. Sei que não sou daqui, meu barco é de outros mares. E quando as ondas se levantam, ouço vindo lá do meu destino o sussurro incofundível dAquele que me guia na jornada.

"Meu Rei é minha paz na longa viagem."

Ouvindo isto minh'alma se lembra que ainda não cheguei ao porto, mas ancorei-me na esperança. Ele venceu na viagem por estes mares daqui, me ensinou o Caminho pra chegar em paz, por Ele, na força Dele e Nele chegarei.

Meu barco é a graça, meu mar é a vida, minha esperança é Jesus, o comandante que se fez um simples viajante para me ensinar a navegar.

Em Cristo, o Caminho e o Porto.

Fabio

segunda-feira, fevereiro 22, 2010

SIMPLES, FÁCIL, VERDADEIRO E ABERTO A TODOS.



É o amor de Cristo;
É o Evangelho do reino;
É paz com Deus; é o amor entre os irmãos;
É a verdade que liberta; é a comunhão dos santos;
É o serviço mútuo; é o considerar o outro superior;
É a sabedoria das diferenças respeitadas;
É o chamado a santidade;
É o cantar louvores com a alma ;
É o louvar sem cantar;
É o ouvir;
É pensar e crer e crer pensando;
É o oferecer o ombro e não a sola dos pés;
É não pisar no caido;
É abrir mão pensando nos fracos;
É não fingir que é fraco só para que o outro abra mão;
É não ser hipócrita;
É se indignar com a mentira;
É se envergonhar do pecado;
É ficar constrangido pelo amor;
É ter a certeza de que nada tem;
É crer que tudo que tem é fruto da Graça do Pai;
É ser filho por causa do Filho.

Simplicidade é a graça da Graça. É a santa ironia.

Talvez seja por isso que estas coisas são tão desprezadas.

No amor do simples carpinteiro de Nazaré. O Deus simples.

Fabio

sexta-feira, fevereiro 05, 2010

Video no Youtube

Amigos,

Este é o primeiro dos videos que postaremos no Youtube. Pretendemos postar um por semana.
Espero que gostem e divulguem.
Saúde e Paz
Fabio



Grande abraço
Fabio

terça-feira, fevereiro 02, 2010

Reeditando - EPÍSTOLA DO PESADELO


Pela relevância do texto estou trazendo-o "pra cima" novamente. Espero que os que ainda não leram este texto que escrevi em dezembro de 2006 leiam, reflitam e comentem . Os que já leram que releiam e repensem seus valores e que todos nós revejamos a vida apartir do Evangelho e vejamos se realmente sabemos de "que espirito somos". Fiz algumas mudanças ao texto original assim como alguns acréscimos também. Espero que gostem

Aparentemente aquela seria mais uma noite de descanso na vida daquele homem de Deus. Ao deitar-se pediu ao Senhor que, mais uma vez, falasse com ele durante seu tempo de repouso, apenas não esperava que aquela não seria uma noite qualquer, mas que acordaria bem diferente de como se deitou. Pela manhã sua oração seria outra.
O irmão Paulo acordou num susto; as mãos suadas, os pés gelados, roupa colada em seu corpo marcado pelos sofrimentos que vivera em seus anos de ministério. Aliás, sua saúde que já não ia tão bem, parecia pior ainda naquela manhãzinha. Coração disparado, boca seca e um medo que o pesadelo fosse resposta à oração feita antes de dormir. “Será? Não pode ser? Mas, e se for?” Aquele líder, acostumado as lutas e perseguições, acusações e calunias, naquela manhã se sentia mais sozinho do que já era normalmente. “Ah, foi apenas um pesadelo... melhor assim. Não vou contar pra ninguém, estou apenas impressionado.” Na verdade Paulo estava frustrado com o que vira. “Será que a igreja que eu ajudei a estabelecer vai viver isto em seu futuro?” Pensava. Lavou o rosto, trocou a roupa, fez sua refeição matinal (coisa rara na disciplina de jejum do pastor Paulo), tentou lembrar-se das igrejas que plantara, dos discípulos que gerara, das palavras, das promessas, das verdades do “seu evangelho”.
Escrever era mais que um trabalho, era uma rotina na vida dele, mas naquela manhã estava resoluto a não escrever nada. “A boca fala do que o coração esta cheio, estou cheio do pesadelo que tive, se for escrever vai ser sobre o que minha mente imaginou a noite e não acho isso uma boa coisa.” Apesar desta vaga convicção, todo seu interior parecia gritar, “Escreve, escreve, Paulo escreve” .
Cedeu ao apelo de sua intuição e pegou a pena, o tinteiro e uma folha de papiro. “Mas não estou acostumado a escrever sozinho, vou chamar o irmão... ah vou escrever eu mesmo... ninguém precisa ler isto.”
Segue aqui o texto que o pastor Paulo escreveu. Ele não sabia, mas seu pesadelo não era apenas seu.

Eu Paulo, apóstolo, servo de Cristo, em quem me alegro na esperança de Sua vinda e orando para que estas palavras que vos escrevo de próprio punho não se cumpram, mas sirvam como alerta. Hoje acordei a atribulado, não de chicotadas ou fome, nudez ou prisões, mas do que vi em sonho.
Sonhei que estava em um lugar que nunca fui. Nele havia um grande edifício onde estava posta em grandes letras a palavra IGREJA. Estranhei, jamais vira antes este termo ligado a um lugar. Só o compreendo no que se refere a reunião dos irmãos. Mas vi que ali se reuniam pessoas que se chamavam crentes e que se tratavam por irmãos. Só que eles não eram como o que hoje conhecemos como tal, eram estranhamente orgulhosos e desfilavam altivamente espirituais. Me lembravam de meus mestres de infância, meus colegas fariseus também me vieram a mente num lampejo do passado, mas o pior foi ver que minha principal referencia comparativa foi de gente que naufragou na fé, que olhou pra trás, mesmo demonstrando uma grande empolgação por um tempo não resistiram aos constantes vendavais. Conheci alguns, mas jamais pensei em ver uma assembléia cheia deles . Fuji destes pensamentos e segui um grupo deles que entrava no prédio, acho que era domingo. Eles não notavam, mas ouvi que falavam uns aos outros do que iriam fazer após o término daquela que parecia ser uma importante celebração. O que diziam entre risos e cochichos até o pensar me parece torpe.
Um dos homens do grupo foi recebido com honras na porta do prédio. Haviam centenas de cadeiras ali, sentei-me na última fileira. O homem-honrado-na porta dirigiu-se para a parte mais alta que estava na frente das cadeiras. Logo o lugar estava cheio de gente. Tudo ia relativamente bem, até que alguém começou a cantar, e a música falava de um Jesus diferente. Não era o Cristo glorioso da ressurreição, era sim um Deus carente, humanizado. E o povo que cantava parecia romanticamente envolvido pela música. Fiquei assustado, pois a música seguinte era igual a anterior, só um pouco mais rápida. A terceira também e ai meu susto aumentou, pois entendo que o que cantamos reflete o que pensamos. Isto quer dizer então que o Jesus que eles crêem é assim?Mais sensível do que Senhor?
Outra coisa que me espantou nas músicas foi quando alguém disse que iria adorar a Deus e começou a cantar uma canção que só falava de suas próprias vitórias pessoais.
Mas o pior foi ouvir uma expressão bem conhecida minha ser utilizada de forma tão vulgar. Toda hora alguém falava que era “mais do que vencedor” e repetia pro vizinho do lado. Tudo bem, se esta frase que escrevi em um momento de dificuldade grande, expressando minha fé na fidelidade do Senhor, mesmo nas aparentes derrotas, não estivesse sendo deturpada para exaltar os homens e não a Deus. A impressão é que aquela era uma assembléia de super-soldados-romanos, super-gladiadores invencíveis, e que ninguém ali conhecia a sensação da derrota, do desprezo, da calunia. Como eu conheço bem estes sentimentos me restava a certeza da exclusão. Eu não fazia parte daquela reunião estava apenas ali, mas não era dali. Alguém familiar começou a pregar, era o homem que vi ser honrado na entrada. Coordenava bem as idéias, com desenvoltura e destreza anunciava sua mensagem, mas assustei-me com a forma que falava de si mesm, e usava sua história como exemplo para os ouvintes. Lembrei-me do Mestre dizendo: Quem fala de si não tem autoridade. Quando o pregador leu: Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece, tive vontade de gritar, mas o domínio próprio não deixou. Quando ele disse que neste texto Deus estava dizendo que todos os presentes ali haviam nascido para ter uma vida prospera e cheia de bens, com a certeza que todos os sonhos seriam realizados, desde que fossem ofertantes e dizimistas, a minha vontade foi pular pra cima da plataforma e contar para todos que no dia em que escrevi estas palavras eu estava fraco, sozinho, preso, caluniado e que, na minha fraqueza, achava forças em Cristo. Nada havia de riqueza na minha mente quando escrevi aos meus irmãos de Filipos a frase citada, ao contrário, estes irmãos me sustentavam em minhas prisões e eu escrevi para agradecer-lhes o amor cristão. Eu tinha vontade de acordar, de ver o fim daquele sonho frustrante.
Vi tanta gente sofrer pelo evangelho de Cristo, eu mesmo carrego em meu corpo as marcas destes sofrimentos e agora estava vendo todo o esforço de uma vida de pregação e ensino ser simplificado em meia hora de preleção, e tudo isto sob os aplausos inflamados dos ouvintes. Terminou a reunião e eu fui falar com o homem que falará tanto de mim a pouco. Queria me apresentar, dar-lhe alguns conselhos, até dizer que me senti honrado pelas diversas referências ao meu nome, mas que gostaria que ele interpretasse certo as minhas palavras, entretanto fui abordado por dois sujeitos fortes, bem vestidos, que pareciam guardas do imperador. Eles me receberam com a notícia: nosso pastor não atende ninguém depois do culto - e argüiram-me - Quem é você? Porque se veste assim? Qual assunto gostaria de tratar? Pedi licença e retirei-me dali. Fiz questão de reler a placa da entrada, estava lá: Igreja Cristã. Onde estaria Cristo? Todos saíram rindo e brincando, só eu estava amargurado e revoltado, mas havia no fundo uma sensação de alivio, era apenas um sonho e vou acordar agora – pensava. Estava certo, o sonho já findava, mas algo ainda ia piorar as sensações que me assaltavam. Na frente do prédio achei uma pagina escrita, nela a imagem do pastor-pregador-honrado além de várias palavras que fiz questão de não ler, mas um registro naquele documento me perturbou, havia nele uma data: 25 de Maio de 2006. Uma voz soou forte, tão forte que me acordou: - Paulo, vistes o futuro, o que chamarão de igreja no futuro.
Acordei e escrevi estas linhas. Confuso e orando para que este sonho seja apenas um devaneio de minha mente mortal. Graça e paz.

Paulo terminou de escrever e guardou a carta no fundo de seu baú de livros. Jamais a enviou para lugar algum. Ele não sabia que o encontro do qual participou em seu sonho perturbador pode ter acontecido no último domingo em algum lugar chamado “igreja” em um país tropical que jamais imaginara existir.
Sinceramente gostaria que o texto que você acabou de ler também fosse apenas um devaneio de minha mente mortal. Os fatos podem até ser, o conteúdo, infelizmente, não o é.

Saúde e Paz
Fabio

quarta-feira, dezembro 16, 2009

QUANDO A TROMBETA TOCAR



Toda verdade se tornará visível e nada que não é continuará sendo;
Todo engano deixará de ser e a verdade triunfará;
Todo mal se tornará em vergonha e todo triunfo não valerá diante da vitória eterna;
Todo pensamento duvidoso se tornará em certeza diante da verdade revelada;
Todo homem estará nu diante do espelho da verdade nua e crua;
Todos os juizos cumprir-se-ão;
Todos os enganadores verão suas máscaras caidas ao chão;
Todos os poderosos serão destituídos;
Todos os grandes e pequenos serão apenas pequenos e pequenos;
Todos os juízes serão julgados e os injustiçados verão a face do que é Justiça.

Todo o que foi fiel ao que é Fiel verá os frutos da fidelidade eterna;
Todo que não amou a sua vida acha-la-á;
Todo que se esfaziou de si cheio será de eternidade;
Todo o que teve sede de justiça verá o Justo;
Todo o que abriu mão da vingança será vingado;
Todos os que amaram seus inimigos cercados serão de irmãos;
Todos os que foram humilhados por amor a Verdade verão as marcas dos cravos nas mãos do Humilhado;
Todos os que viveram rejeitados, por certo, serão aceitos;
Todos os que choraram aos pés do que Vive viverão aos pés do que Vive na consolação eterna.

Todo joelho se dobrará, toda lingua confessará que Jesus Cristo é o Senhor.

A Ultima Trombeta tocará, creiamos ou não, queiramos ou não O que há de vir virá.
Tocará num evento cósmico coletivo ou tocará num fato pessoal.
E o que levaremos? O que seremos? O que pretendemos?
Neste dia e apartir deste dia, de tudo que temos, sobrará apenas o amor e ,se não o temos, nada sobrará.
Deste amor que se chama pelo nome de Rei dos Reis e Senhor dos Senhores deixemos encher o coração e a vida.
Amor que transforma e se torna visivel na caminhada dos que a Ele seguem. Estes verão a Deus ao final da jornada, o dia quando se ouvirá o soar da última trombeta.

Na esperança da Sua vinda, pra mim, pra você ou pra todos, certa e imprevisível.

Fabio

terça-feira, novembro 17, 2009

DA ARTE DO CONGREGAR – PERTO E LIVRE


Na vida com Jesus em plena liberdade e respeito ao individualismo, sem nenhuma possessão das potestades da religião, despidos dos ciúmes roubadores de verdadeiras amizades; na transparência sem arrogância; na convivência livre; na existência que respeita defeitos sem transformá-los em qualidades; na convivência que canta “somos corpo” sem qualquer falsidade. Eu creio.

Na fé que não será abondonada diante das lutas e das difamações; que não se basea em lideres e que independe de guias espirituais; que se sustenta no Invisível, que se renova na esperança, que se alimenta da Palavra, que não suporta falsas promessas e que não faz falsas promessas; que começa na Cruz e que termina no Céu; que faz proezas sem promoções e que só promove o amor de Deus. Eu creio.

Na importância do conviver; na benção de congregar e na saúde da igualdade; na Igreja reunida; na Noiva pura, nos amigos do Noivo, no amor que une o Noivo e Noiva; nas imperfeições dos santos, na santidade dos imperfeitos; na verdade do amor, no amor que suporta. Eu creio.

Na adoração sincera; no adorador que pensa; no adorador que ama e pensa; no culto apaixonado e no culto raciocinado; na música que fala, no silencio que proclama; nas mãos que se tocam, na unção que quebra o julgo, na unção sem circo; na Palavra pregada com coração e mente, na Verdade dita sem palavras, nas palavras bem-ditas, em benditas palavras. Eu creio.

Na vida transformada pelo Evangelho e no Evangelho que transforma sempre; na conversão que continua convertendo; na disposição de perdoar, na disposição de amar, na consciência de que quem não ama não conhece a Deus; na certeza que amar não é conivência, na simplicidade de quem sabe que tem tantos erros quanto todos; no novo nascimento, na possibilidade de recomeçar sempre. Eu creio.

Na essência da vida, Senhor de tudo, Senhor dos senhores, o Primogênito de toda a criação, Razão da fé, Jesus, que não é líder de nenhuma religião instituída, e nem instituiu nada, portanto não disputa com ninguém este posto, antes é o Salvador de todos inclusive dos que já se disseram salvadores. Eu creio.

Na obra feita por Cristo na Cruz, que alcança a todos os que crêem, que muda a vida e não o credo somente; que toca hoje os corações; que aconteceu na História, mas que já havia sido feita antes da fundação de tudo no propósito do amor do Pai. Eu creio

Na verdade, na simplicidade, na honestidade, na humildade, na oração, na paz com todos, na coerência, na benignidade, no domínio próprio, na caridade, no compromisso, na confiança, na consideração mútua, no amor, no perdão. Eu creio.

Na família; na família de Deus, na benção de viver na família de Deus, que é feita de pecadores amados e que em Cristo aprendem o que é amar pela leveza do Evangelho. Eu creio.

Crendo assim é que congrego, comungo e procuro viver. Romantismo? Utopia? Prefiro chamar de Evangelho de Jesus, o Verbo Vivo, sendo vivido e não apenas dito. Confira tudo.

Espero você na caminhada.

Saúde e Paz em Cristo,

Fabio

quinta-feira, setembro 24, 2009

DA CAVERNA


Para quem não tem medo de ver

Quem se acostuma com as trevas não consegue ver a luz sem sentir dor. Há uma multidão que enxerga com facilidade e fé as promessas risíveis de falsos profetas-pregadores, os moveres proféticos mais bizarros do mercado gospel, as macumbas e maldições apostólicas, a manipulação da boa fé e tantas outras coisas que, absurdamente, chamam hoje de evangelho. A multidão consegue ver com a facilidade de quem olha a beleza de uma flor aquilo que tem a feiúra da mentira e o mau cheiro da morte. Ainda consegue a proeza de ver Deus, em meio a tantos absurdos, como se Ele de fato estivesse ali. Esta habilidade de ver o invisível, de crer no incrível, de perceber o ilusório e achar que é verdade é mais séria do que pensamos e me traz a impressão que é preciso mais fé que o esperado para acreditar em tantas revelações. As novidades suplantam rapidamente a velha esperança da vida eterna pela mensagem da cruz.

Não posso deixar de pensar diante disto tudo que, ao menos em parte, Nitzsche tinha razão. Razão em dizer que os homens adoram um cadáver achando que veneram a Deus, que preferem mais mentira do que a Luz, e que optam pelo absurdo já que o real não lhes satisfaz. Para Nitzsche não há nada além do homem e sua mente enganosa no bojo disso tudo. Para mim há algo além do mente humana, há o pai da mentira.

Jesus nos mostra o Pai. E o que Ele nos deixa ver? Um carpinteiro, nascido na manjedoura, que anda e sofre, que escolhe pecadores, que bebe com quem bebe, que vai a festa, que acolhe a adultera sem pedras na mão e não entra no jogo sujo daqueles que querem apedrejar a mulher adúltera, mas que aplaudem o homem adúltero, que acende a fogueira, trás o pão e o peixe, para comer com quem o tinha negado dias antes. Ele nos deixa ver o Pai nas lagrimas do Getsemani, na hemorragia vencida pelo amor que faz com a sua própria vontade seja subjugada. Ele nos mostra o Pai na morte de cruz, nos mostra o Pai na simplicidade do anuncio mais eloqüente da história: Ele não está aqui, ele já ressuscitou. O Cordeiro de Deus nos mostra, na simplicidade, quem é Deus.

O absurdo que mais irrita é ver o deus que a religião e seus donos querem que as multidões vejam. Esse deus é um louco, cheio de barganhas, inventor de modas, vaidoso, motivador de calunias, perseguidor dos fracos, assassino de quem discorda dele, motivador de autoritarismos indizíveis. É um deus nazista, ultra-nacionalista. E não vos falo do Islã, nem dos mitos gregos, e nem mesmo dos exús encruzilhadeiros. È fácil achar que é deste entes que falo, estes também estão nesta crítica, repito, também.Vos falo da mentira daqueles que dizem ter visto a luz, mas que de fato apenas souberam que ela existe em algum lugar. A essa mentira chamam de Senhor. Essa mentira se reinventa todo dia, se vestindo de novidade vinda do Céu, tendo vindo sim da cabeça oca de alguns ou da mente extremamente criativa de outros. Há gente bem intencionada, mas há também gente sagaz nisso tudo. Os inocentes entram e ficam nessa por pura ignorância e até mesmo inocência, os sagazes são filhos do pai de toda sagacidade e só estão dando fruto do que são. O bolso cheio os purifica de todo pecado.

A verdade que mais consola é ver que o Pai não muda e que Ele não é uma invenção dos homens. Deus não tem dono. Deus não é da Teologia. Ele não é um mito, não é totalmente discernível pelo saber, não se limita as nossas crenças e nem se veste a camisa de nenhuma instituição.

É provável que o desconforto que a Luz pode trazer faça com que a multidão prefira ser possuída por alguém que diga o que está vendo e conte aos cegos e crédulos. O que a maioria não sabe é que o guia também nada vê. Ainda assim a dor de ver faz com que muitos prefiram as trevas.

O desconforto da Luz se chama por três nomes: Simplicidade, Amor e Graça.

Um pedido final, antes de você dizer que eu estou me achando o dono da verdade e julgar que eu estou me sentindo melhor que os outros, leia tudo de novo, critique, pense, analise e tente dizer que tudo que eu disse é engano. Se achar que eu estou cego me ajude a ver.

No amor de Quem nos chama das trevas para a Luz. Na esperança de não viver apenas dizendo Senhor, Senhor.

Fabio


PS: Se você acha que a ignorância é doce e a verdade é amarga repense se de fato você enxerga.

quinta-feira, agosto 27, 2009

O COMEÇO DO FIM ESTÁ NO MEIO



Quando o meio vira fim e o começo se perde, o meio vira o tudo e o fim vira detalhe.
Se o fim virar detalhe qualquer meio para ele vale, tudo se justifica no fim que já perdeu o seu verdadeiro preço. Nessa hora chega o fim do fim que havia no começo.

Jesus é o começo e o fim. Nós somos apenas o meio.

Que o meio não esqueça o Começo para que não deixe de chegar ao Fim.
Que o meio seja um meio para que outros cheguem ao Começo e ao Fim.
Que a vida do meio não usurpe o lugar do Fim.
Que os meios do meio sejam como o do Começo.
Que o meio não esqueça o Fim.
Que o meio não negue o Começo.
Que o fim do meio seja o chegar no Começo.
Que não haja meio se não houver Começo e Fim.

No amor do Alfa e Omega
Fabio, meio

terça-feira, agosto 11, 2009

QUANTO VALE O SHOW?



Procura-se, quem esteja disposto a pagar para que o show da cegueira continue.
Gente que pague crendo e sem perguntar por que. Garantimos o cumprimento de todas as promessas financeiras, interesseiras e egoístas feitas a você, mesmo que você nem saiba quem te prometeu. Interessados procurem qualquer um que seja porta voz do evangelho segundo Mamon, facilmente identificado pela ganância e por um discurso recheado de promessas megalomaníacas. Corra , nosso tempo é curto, os interesses são grandes e é mais fácil do que você imagina achar interessados neste anuncio.

Aos candidatos faz-se necessário o aprendizado da oração ao nosso deus registrada a seguir. Que ele os cubra de uma unção financeira e os acrescente fama e poder nesta terra.

Dinheiro nosso que compra até o céu,
Santificado seja teu dono,
Venha a nós o nosso reino,
Seja feita a nossa vontade, na terra, no mar e no céu.
A vaidade nossa de cada dia daí-nos hoje.
Que não paguemos nossas dívidas, mas que nos paguem nossos devedores.
Não nos deixe cair de nosso patamar social, independente do bem ou do mal.
Pois teu é o meu reino, de ti vem o meu poder e também a minha glória, amém.


Não há nada de irreal no anuncio acima.Tudo que você leu é assim como está. Pior ainda é que tudo se justifica nos números. Números dos resultados, da grana, da multidão, dos decibéis dos aplausos, dos metros quadrados dos templos. Indivíduos são desprezados. Enquanto escrevo isto alguém me conta mais uma historia de pessoas sendo humilhada na frente de outros em nome de Deus (deus caberia melhor) e de outros que já não sabem mais em quem acreditar.

Você ainda se assusta? Não deveria. Nos últimos dias os homens seriam o que são, antropocêntricos, egoístas, viciados em poder, ímpios, seguidores de doutrinas de demônios e desprezadores da graça de Cristo. A Palavra nos diz isso. Talvez o desencanto maior pra muita gente é ver isso tudo se cumprindo em gente que carrega em si o nome de cristão. Que cristão? Onde estão as marcas da Cruz? Onde está o negar a si mesmo? Onde está a bem-aventurança da humildade? Onde está o servir ao outro? Onde estão os olhos do bom samaritano?

Desencanto? Só vem quando temos uma visão encantada das coisas-pessoas. Lideres são facilmente encantados, principalmente quando se reveste de uma aura encantadora, mágica, ungida. Desta classe pertencem o que se dizem ungidos do Senhor. Controladores egocêntricos, feitores de decepção, viciados em gordura, usurpadores do que não lhes pertencem.

Do Senhor é glória, do Senhor é a Noiva, do Senhor são as vidas. Dele virá a justiça.


O Evangelho é esperança viva, tesouro no Céu, paz na terra, gente igualada, irmãos reconciliados, maiores que servem, menores sendo servidos. É gente feita criança, é perdão para os pecados, são pecadores perdoados. È diferença suportada em amor, é amor e mais amor. O Evangelho é graça, é de graça. O Evangelho é Jesus, é a Sua morte, é a Sua ressurreição. São amigos que se tornaram irmãos, é a Igreja reunida em santa comunhão, seja na rua, na casa, no prédio ou no chão, desde que seja Nele. O Evangelho é Cristo e Ele no centro do coração.

No amor de Jesus, na indignação da Verdade.

Saúde e Paz
Fabio

terça-feira, julho 21, 2009

SALMO PROFÉTICO DE 1971


Palavras atualíssimas em forma de salmo/oração que foram escritas há quase quarenta anos atrás.

Quem terá coragem de não dizer amém? Quem terá coragem de olhar o mundo de hoje e dizer que estas palavras não são para agora?

TODOS ESTÃO SURDOS

Desde o começo do mundo
Que o homem sonha com a paz
Ela está dentro dele mesmo
Ele tem a paz e não sabe
É só fechar os olhos
E olhar pra dentro de si mesmo
Tanta gente se esqueceu
Que a verdade não mudou
Quando a paz foi ensinada
Pouca gente escutou
Meu Amigo, volte logo
Venha ensinar meu povo
O amor é importante
Vem dizer tudo de novo

Outro dia, um cabeludo falou:
"Não importam os motivos da guerra
A paz ainda é mais importante que eles."
Esta frase vive nos cabelos encaracolados
Das cucas maravilhosas
Mas se perdeu no labirinto
Dos pensamentos poluídos pela falta de amor.
Muita gente não ouviu porque não quis ouvir
Eles estão surdos!

Tanta gente se esqueceu
Que o amor só traz o bem
Que a covardia é surda
E só ouve o que convém
Mas meu Amigo volte logo
Vem olhar pelo meu povo
O amor é importante
Vem dizer tudo de novo

Um dia o ar se encheu de amor
E em todo o seu esplendor as vozes cantaram.
Seu canto ecoou pelos campos
Subiu as montanhas e chegou ao universo
E uma estrela brilhou mostrando o caminho
"Glória a Deus nas alturas
E paz na Terra aos homens de boa vontade"

Tanta gente se afastou
Do caminho que é de luz
Pouca gente se lembrou
Da mensagem que há na cruz
Meu Amigo, volte logo
Venha ensinar meu povo
Que o amor é importante
Vem dizer tudo de novo


O poema acima é a letra de uma canção de Roberto e Erasmo Carlos.

Maranata.
Que o Pai nos ajude a pensar,

Saúde e Paz
Fabio

PS: Usei o titulo "Salmo Profético" para esta postagem provaticavamente. Os dois termos são muito conhecidos e presentes no vocabulário evangélico-crente e podem soar quase blásfemos aplicados à uma canção tida como profana-mundana. Não creio em nada disso. Mas reafirmo que esta letra tem a ver inclusive com a realidade das igrejas na atualidade. Quantos já não se afastaram do "Caminho que é de luz"? Quantos já não se esqueceram da "mensagem que há na Cruz"? A covardia é surda, mas a verdade não se cala, nunca se calou.
Os profetas estão falando a gente é que não quer ouvi-los. E isso não é de hoje.

"Examinai tudo, retende o que é bom"
I Tessalonisenses 5.21

sábado, junho 20, 2009

A VIDEIRA NÃO MENTE


Jesus é a Videira verdadeira.

Não de fato uma videira, porém Ele mesmo ilustra nossa dependência Dele como os galhos e frutos são dependentes da seiva da árvore para sobreviver, assim, plantados Nele por meio da graça, viveremos sustentados em Seu amor.Ele é a videira verdadeira.

Acontece que outros seres evocam pra si prerrogativas que são próprias da Videira Verdadeira. Igrejas, pastores e afins dizem sem que digamm (mas as vezes dizendo) que sem eles não há salvação. Dizem com sua teologia estranhamente possuidora de Deus coisas assim:"fora da igreja evangélica não há salvação; sem a cobertura pastoral não há vida com Deus; sem ser membro de alguma igreja não se é membro do Corpo; sem se estar nas rodas evangélicas, se está na roda dos escarnecedores; sem ouvir música evangélica não se adora a Deus; sem apóstolos não há avivamento; sem os ministérios não há ministério; sem títulos não há crescimento espiritual; sem levitas não há musica santa; sem os crentes não há Jesus". Há outras coisas ditas como essas que fazem da igreja uma videirinha falsa geradora de videirinhas falsificadas, já que as coberturas espirituais, discipuladores, pais na fé e afins se veêm e são vistos como geradores das vidas que “ganham” e que rapidamente viram seus ramos e que em gerando ramos são ramos dos ramos, criando assim bonsais da fé, cujo fundamento é a dependência no outro. Pessoas são tratadas como possessão de líderes, bens espirituais, metas alcançadas, resultados pessoais. Geralmente isso resulta em corações despedaçados a longo prazo. Você conhece alguém que um dia se descobriu oprimido mesmo tendo certeza que era livre? Infelizes sorridentes. Cheios de belos discursos, mas com pouca vida de fato. Pouca seiva da Videira. São videirinhas plantadas em vasos eclesiásticos enfeitando as salas da dominação, são troféus ministeriais levantados quando necessário, mas na maior parte do tempo empoeirados.

Fica aqui o meu grito (que não é meu)- Só há uma Videira, nela fomos plantados, o Pai nos limpou e limpa por sua Palavra. Nada nem ninguém é videira. Não quero ser videira, meu papel é de ramo.

Conviver com os irmãos é bom demais; reunirmo-nos para adorar a Deus e estudarmos a Palavra é bom demais; cumprir cada um sua função no serviço de Cristo em amor é bom demais; orar, estudar, visitar, ensinar, aprender, tocar, levantar as mãos, dar as mãos e afins é tudo muito bom demais; tornar-se videira é mentir.
Que cada um, diariamente e em amor beba e coma da seiva vida que flui na Videira Verdadeira.

No amor de Quem nos ensina que o fruto é o amor e frutificar é amar.
Saúde e Paz
Fabio