Wednesday, February 04, 2009

OUÇAM O QUE DIZ O JUIZ INJUSTO

Quem foi o louco que recomendou tal coisa?
Quem em sã consciência diria tal frase? Ouvir um injusto?
Comunicação é a capacidade de um emissor transmitir idéias que por usa vez serão captadas e interpretadas pelo receptor. Dessa forma receber o comunicado é mais que ouvir palavras é decodifica-las para que as idéias por traz das palavras sejam encontradas e entendidas.
O Juiz Injusto de Lucas 18 nos ensina muita coisa.Como receptores importa-nos o discernimento do que nos esta sendo comunicado. Primeiramente nos ensina que ser injusto é não temer a Deus e não se importar com os homens. No evangelho de Jesus as duas posturas são inseparáveis, quem teme a Deus se importa com os homens e quem não se importa com pessoas, com o próximo, não O teme, não O conhece e, portanto, ganha a alcunha de injusto por essa condição. Nos ensina também que Deus não com o injusto juiz que atendeu aos apelos da viúva para não ser importunado pela insistência da mulher. Mas não é que pra muita gente a figura do juiz iníquo é um arquétipo do próprio Deus? Quantas pessoas estão certas que se insistirem, se sacrificarem, baterem (aqui derivado do “batei, batei”, mas alguns batem inclusive em si mesmo) serão atendidas mais prontamente pelos Céus? Ouçam o que diz o Juiz injusto - “vou fazer-lhe justiça para que ela não me importune mais”. O Pai não é assim, ao contrario nos atende dando-nos o Seu melhor, podendo ser o Seu melhor um hiato silencioso que nos remete a necessidade de perseverarmos sempre. O Pai nos atende por graça e nada nem ninguém sabe ou pode saber qual a metodologia para ser atendido por Deus mais rapidamente, alias ninguém pode reduzi-lo a métodos humanos. Qualquer método pseudoespiritual é ridicularizar a fé, reduzindo Deus a uma máquina de atender a pedidos. Campanhas, confissões, novenas, trabalhos, orações fervorosas, atos proféticos e coisas semelhantes, enquanto forem metodologias da alma não passaram de fenômenos da própria alma humana. O diabo esta bastante interessado nestas manifestações de fé.
Reduzir a fé em Deus a relação da viúva com o Juiz injusto parece estar em moda, e uma moda crescente diariamente. O que impressiona é que esta correlação Deus/ Juiz injusto cresce como se fosse o crescimento da fé. Se quisermos ouvir Jesus em uma leitura dos evangelhos descomprometida com meios e fins religiosos acharemos que o Pai é muito diferente do deus apresentado hoje. A fé que cresce hoje é fé no Juiz injusto e não em Deus. Sinal dos Tempos? Prefiro responder citando o louco que nos recomendou as palavras do Juiz injusto:

“Ouçam o que diz o Juiz injusto. Acaso Deus não fará justiça aos seus escolhidos, que clamam a ele dia e noite? Continuará fazendo-os esperar?Eu lhes digo: Ele lhes fará justiça e depressa. Contudo, quando o Filho do homem vier, encontrará fé na terra?”
Lucas 18.6-8

Nem tão necessario se faz lembrarmos aqui que a recomendação que dá titulo a esse artigo foi dita pelo próprio Senhor Jesus assim como o texto citado anteriormente. Bom e dizer que a parábola da viúva persistente consiste em nos ensinar sobre a importância de não desanimarmos na oração e na fé. Perseveremos amigos, paremos com a conversa-fiada da religião, dobremos os joelhos do ego e oremos ao Pai, no secreto e sem cessar.

Não desista da fé ainda que pareça que nada deu certo foi por ela por meio da graça que seu nome foi escrito com letras de amor no livro da vida.

Em Cristo, saúde e paz.

Fabio

1 comment:

Prof. juan said...
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