Thursday, June 30, 2011

A SAGA DOS HOMENS (PARTE 5 - Penúltimo Capitulo)


O que se seguiu foi o clímax da tensão que sempre houve entre os dois grupos humanos. O que nenhum deles poderia imaginar era como tudo aquilo acabaria.

Os Homens estavam como bestas encurraladas, prontos para atacar quem viesse ameaçá-los para protegerem suas próprias vidas. Então, eles se armaram e se revesaram em vigiar as muralhas e o grande portão onde o corpo do Homem assassinado jazia pendurado pelo pescoço. Os senhores se prepararam para a guerra. Todas as armas disponíveis foram preparadas para o uso imediato. O primeiro super Homen, o que começou todo o legado de manipulações e meias verdades, o primeiro a provar o poder como ópio e a disseminá-lo como ideal, preparou-se para a possibilidade de revelar o seu maior segredo, um conhecimento que só ele tinha e que nenhum dos Homens sabia nem sequer de sua existência. Os Homens não sabiam tudo que o primeiro super Homem sabia.

Enquanto isso, na terra dos homens, o que se via era o contrário, a tensão era de gratidão e curiosidade. Eles prepararam um grande cortejo com todas as famílias levando presentes, flores e homenagens aos Homens que, para os servidores, haviam vingado, ou começado a vingar, o sangue inocente de seus filhos e velhos, mulheres e irmãos. Haviam muitas oferendas aos deuses dos Homens. Era comum em meio à euforia achar quem estivesse certo que a vingança estava sendo promovida pelos deuses. Os homens voltaram a crer nos deuses dos Homens.

Liberdade e igualdade também eram lembradas, mas os homens fizeram questão de não fazer referencia as palavras consideradas mágicas porque sabiam que elas haviam, outrora, irritados os Homens. Aquela não seria uma noite de confrontos de idéias divergentes entre servos e senhores, aquela seria a noite de expressar gratidão e de ver o primeiro culpado dependurado pelo pescoço no portão do palácio. Os outros assassinos certamente morreriam logo. Uma grande marcha começou, a frente as crianças, depois as mulheres e os mais jovens, os velhos logo depois e por fim os homens adultos segurando tochas acesas. As crianças traziam ramos de flores, assim como as mulheres e os idosos. Os jovens levam panderolas que acompanhavam antigas canções. A frente de todos os homens duas belas moças carregavam uma faixa com a frase "Os que têm fome e sede de justiça serão saciados", escrita em vermelho sangue.

Do alto da muralha que cercava os palácios, o que o Homem que vigiava naquela hora viu e ouviu, diante da expectativa e do medo da esperada rebelião dos homens em cumprimento a ameaça escrita que, supostamente, fizeram, foi a imagem e o som de um batalhão em efusiva marcha. Ele ainda não conseguia ler o que estava escrito a frente dos milhares que marchavam, mas não tinha duvida, era um ataque. Quando a luz das tochas acesas iluminou o horizonte o vigia imediatamente tocou o alerta. Todos os Homens, infinitamente menos numerosos e mais perigosos, tomaram seus postos na muralha e engatilharam as armas. Fuzis, metralhadoras, lança granadas e uma grande quantidade de munição, tudo isso já estava preparado na parte mais alta do muro. Os Homens não perceberam, mas o primeiro super Homem não os acompanhou. Ele ficou na parte superior de seu castelo,trancado em uma torre, de onde via tudo e todos sem ser visto por ninguém.

O Primeiro tiro foi dado imediatamente após um dos Homens ler a frase que ia a frente dos homens. Só podia ser mais uma ameaça. Para os Homens os homens sabiam de tudo. O que se seguiu foi uma carnificina, um genocídio. Os Homens cheios de ódio e medo, não ouviram as canções, não viram as flores e nem as crianças, eles queriam era preservar o poder que haviam conquistado. Mataram todos os que iam a frente do gigantesco cortejo. Mais uma vez crianças , mulheres e velhos banharam o chão com seu sangue inocente. Os homens que vinham atrás tentavam se proteger , mas, ao mesmo tempo queriam fazer parar aquilo tudo. Incrédulos diante da terrível visão e do som aterrorizantes dos tiros e das granadas, eles tinham diante de si um dilema: lutar e morrer ou correr e abandonar seus mortos? A segunda opção era impossível de ser realizada. Escondidos em meio as árvores e pedras eles se lembraram da Liberdade e da igualdade; lembraram de como foi duro descobrir que seus senhores os queriam cegos, ignorantes e manipuláveis; lembraram do dia em que suas ruas foram invadidas pela covardia e, da forma mais brutal possível, voltaram a ver que os Homens não eram seus amigos e que, as mesmas armas de fogo que mataram suas crianças, uma vez mais, voltaram a rugir forte e mortalmente sobre inocentes.

Uma cortina de saber se abriu diante deles. Os homens entenderam o plano dos Homens. Para os servos o objetivo dos senhores era aquilo que estava acontecendo mesmo: uma emboscada para acabar de vez com os homens. "Vamos lutar" Falavam entre si. "Pela liberdade e pela igualdade". Enquanto os Homens ainda atiravam os homens preparam pedras, paus, foices, ancinhos e o que pudesse ser utilizado como arma. Alguns conseguiram voltar a vila e trouxeram arcos e flechas, lanças e fundas, distribuindo armas aos sobreviventes que se esconderam na floresta.

Um grito de cessar fogo veio do alto da torre. Era o primeiro super Homem que, enganado pela nuvem de poeira e som dos tiros, não vira que vários homens sobreviveram ao ataque, menos ainda que estes sobreviventes eram os adultos. Agora era preciso conferir se todos estavam mortos, mas quem tinha coragem de sair da proteção da muralha sozinho? "Vamos todos", concluíram os Homens achando que assim estariam mais seguras ante a uma eventual ameaça, se é que isso era possível. Para os Homens a ameaça acabava de morrer.

O ódio fez com que os homens não raciocinassem mais. Quando uma fresta do grande portão se abriu para que os Homens saíssem, a reação foi imediata. Os sobreviventes correram em direção a entrada da muralha e atiram suas flechas e pedras contra os dois Homens que saíram primeiro. Os dois caíram mortos. Eram cerca de duzentos homens invadindo o território dos Homens, pisando onde homem algum pisara. Outros homens jogavam pedras e paus de fora para dentro das muralhas. Não houve tempo para reação. Os Homens foram destroçados pelos homens que, enlouquecidos de ódio, rasgavam com unhas e dentes a carne de seus corpos. Seus senhores jaziam em suas mãos aos pedaços.

O primeiro super Homem estava aprisionado na torre. Não podia sair dali. Enquanto os servidores destruíam tudo que viam pela frente, entrando e incendiando as mansões, o Homem pensava no que fazer, porém ele sabia que não tinha muitas opções, na verdade ele sabia que só tinha uma opção: utilizar o conhecimento que só ele tinha, que nenhum dos Homens soubera e que os homens nem sonhavam em saber. O Homem tinha em suas mãos uma pequena caixa metálica, ali um dispositivo de destruição em massa preparado por ele mesmo durante anos de pesquisa solitária. O Homem tinha uma bomba nuclear em suas mãos. Ele podia acabar com tudo. Quando a porta da torre recebeu a primeira pancada e os sons de gritos e dos dentes rangendo de ódio foram ouvidos pelo Homem, ele, solenemente, tomou seu último copo de whisck, acionou o dispositivo e jogou-o da janela da torre.

Como um flash a saga dos homens e dos Homens terminou.

Continua...

Friday, June 17, 2011

A SAGA DOS HOMENS (PARTE 4)


Depois destes fatos uma única pergunta se fez presente entre Homens e homens: Quem enviou as mensagens? Senhores e assenhoreados se questionavam sobre a mesma questão. Quem?
As respostas que surgiram também foram bem parecidas, já que os homens desconfiavam que os Homens haviam enviado de alguma forma o tal recado e os Homens estavam convictos de que os homens foram os remetentes da misteriosa e ameaçadora mensagem. Neste ponto é que estavam as diferenças do desenrolar da história que envolveu os cartazes que os dois grupos receberam. Os homens fizeram questão de espalhar em todas as vielas, ruas e casebres o que acontecera na taberna e as famílias dos mortos no massacre reviveram a esperança de que a vingança viria em forma de justiça, que os cavaleiros assassinos seriam descobertos, julgados e mortos. Os homens também acreditavam que os seus senhores, os super Homens, com seus deuses e seus corações bondosos, que se fizeram presentes na hora que eles mais precisavam, no dia em que suas ruas e almas se encheram de sangue inocente, eles, que ainda juraram enforcar os monstros covardes, teriam enviado de alguma forma desconhecida e mística aquela pequena mensagem que reafirmava a promessa da vingança. Foi esta crença que se espalhou entre os homens. Eles não sabiam a verdade.
Enquanto os servos bebiam da esperança na justiça dos Homens, estes se envenenavam nas fontes do ódio, da desconfiança e do medo. Eles se sentiam ameaçados, juraram manter tudo sobre a tal mensagem em segredo. Um desconfiava do outro. Alguém tinha revelado aos homens que eles, os Homens, eram os causadores das noventa mortes, só que os únicos que sabiam disso estavam juntos na hora em que a ameaça chegou. Haveria um traidor entre eles? Mais ainda, o que os homens estavam preparando para se vingarem? Uma invasão dos palácios? Os Homens sabiam que se houvesse uma rebelião dos homens, muitas vezes mais numerosos do que os super Homens, seria impossível detê-los. Até agora os subalternos foram controlados pela força da crença e do medo, mas para os Homens, tudo isto estava prestes a explodir. Culpa do traidor.
Sentados envolta da mesma mesa onde comemoravam suas vitórias, na mansão do primeiro Homem, cenário de bestialidades orgiásticas e segredos bem secretos, uma decisão deveria ser tomada, matar o traidor. O detalhe, ele estava assentado em uma das luxuosas cadeiras que envolviam a mesa de madeira talhada a mão. Silêncio; ninguém se entregaria. Resolveram lançar sorte. O escolhido morreria e seu corpo seria pendurado no grande portão da muralha que separava o mundo dos homens e os palácios dos Homens.
A sorte foi lançada e caiu exatamente no Homem que naquela noite havia aberto a porta e visto o cartaz pela primeira vez. Estava claro, foi ele mesmo o traidor, ele sabia de tudo e havia facilitado a entrada de algum dos homens, um imundo e petulante servo. O Homem condenado a morte desabou do alto de sua presunção. Chorando desesperadamente ele jurava que não havia sido ele, que não traíra seus iguais e que não sabia de nada sobre a ameaça. Ofereceu-lhes suas riquezas, mulheres, escravos; chorou e implorou. Nenhuma resposta diferente do silencio de seus pares ele recebeu. Foi levado aos fundos da mansão, amarrado, amordaçado e, enquanto clamava por piedade teve suas vísceras expostas pela lâmina da espada do primeiro homem. Como forma de misericórdia, diante do sofrimento, um dos Homens deu-lhe um tiro entre os olhos. Silencio. Seu corpo foi pendurado no gigantesco e imponente portão. Quem olhava de longe via um corpo enforcado.
Os senhores assentaram-se a mesa e brindaram. Todos sabiam que nenhuma vida, nem a deles mesmo, valia mais que o Sistema que eles haviam criado. Agora era se preparar para o ataque dos homens - a sub-raça que havia descoberto a identidade dos assassinos de seus filhos, mulheres e anciãos. Os Homens estavam prontos para guerra, para matar e matar.
Na cidade dos homens as ruas eram inundadas de um sentimento de gratidão e a sensação de que algo aconteceria em favor deles, algo ao menos, aliviaria aquele vazio de quem perdeu quem amava sem nem saber por quê. Havia esperança, seus senhores, os Homens, estavam ao seu lado.
De repente chega correndo e esbaforido um jovenzinho vindo do lado dos castelos. Ele havia ouvido gritos vindos de traz dos muros, gritos que foram abafados e silenciados. O rapaz disse ter ouvido um estampido também. Porém seu maior susto foi te presenciado de traz de uma árvore o enforcamento de um home eviscerado. O menino descreveu um cenário de horror e disse ter chegado perto, ainda que amedrontado, para ver quem era o infeliz pendurado pelo pescoço. O menino dizia - "O rosto está desfigurado".
O rapaz assustado pelo que vira não entendeu quando sua cena de pavor foi comemorada com abraços e vivas. Alguns minutos forma necessários para que ele lembrasse a promessa dos super Homens de enforcar os culpados. Tudo fazia sentido, a vingança começou.
Imediatamente os homens começaram a organizar uma multidão grata e curiosa. Todos queriam ver o corpo e também agradecer de alguma forma a seus senhores. Eles prepararam presentes e, naquela noite, pretendiam cercar a muralha de flores e invadir os palácios com canções.

Os homens amavam os Homens. Os Homens tinham medo dos homens.


Continua...

Thursday, June 02, 2011

A SAGA DOS HOMENS (parte 3)



Os Homens voltaram para suas casas em dois carros. Na verdade grandes e caríssimos carros de luxo que conduziam para mansões aqueles seres bestializados pelo poder e pela corrupção de seus caráteres. A cena era bizarra no interior dos dois carros. Os Homens voltaram a rir e durante a viagem, mais que sadicamente, contabilizavam quantos homens cada um tinha matado na noite anterior. Detalhes mórbidos ainda eram relatados: pedidos de misericórdia; agonias; alvos que correram e foram atingidos em movimento. Cada um se vangloriava de suas atrocidades. Era nesse clima de quem golpeou mortalmente seu inimigo que os super Homens voltavam para casa, brindando a vitória com vinho raro e em taças de cristal.

Os homens lutavam agora para se reconstruir em meio ao caos. Caos que destruíra suas almas. A cidade estava em silêncio. O silêncio perdia para choros e gemidos de dor. Havia muitas coisas no ar, muitas dúvidas. Revolta, ódio, incredulidade diante dos fatos. Algumas famílias ainda voltavam do sepultamento dos seus entes queridos; algumas famílias haviam morrido junto com seus filhos.

A noite já caia quando alguns homens se encontraram na única taberna aberta. Ainda havia medo dos cavaleiros voltarem, também não havia nenhuma vontade de conversar sobre nada. Até que alguém murmurou - "Os deuses nos julgaram. Fomos amaldiçoados".Todos pareceram concordar. Outro homem entrou na taberna transtornado. O ódio e a dor estavam encarnados nele. Ele bebeu uma caneca de cerveja como o sedento que recebe um copo d'água e, logo após o ultimo gole, sentenciou - "Foram os terroristas que colaram os cartazes que mataram nossos filhos. Esses assassinos que se dizem libertadores fizeram isso para culpar nossos senhores que vieram aqui para nos estender as mãos e ainda trouxeram seus deuses para nos consolarem. Temos que descobrir quem são, matá-los e exibi-los em praça publica". Com murmúrios e quase nenhuma convicção os homens que bebiam na taberna aquela noite pareceram dizer sim a sentença, só que ninguém se levantou para nada.

Poucos perceberam o rapaz de camisa preta sentado no canto direito do bar. As sombras da luz indireta na mesa de bilhar escondiam o rapaz. A mesa, sempre cheia de homens e de copos, naquela noite, estava abandonada. O rapaz se levantou, cabisbaixo, mas decidido, tocou os ombros do homem que acabara de sentenciar os "Libertadores igualitários" a morte. O rapaz olhou nos olhos vermelhos de tanto chorar daquele pai que havia perdido seus filhos no massacre e, convictamente, falou: "Me mate, quero ser o primeiro.”

A chegada na mansão de um dos super Homens mantinha o mesmo clima de festejo. Uns parabenizavam os outros pelo plano genial e, agora, era só esperar que os homens culpassem uns aos outros e se destruíssem, assim, todo aquele fulgor ideológico viraria cinzas. "Quem vai lembrar de ideal enquanto chora de saudade", debochavam. A idéia de voltar nas vielas dos homens e oferecer-lhes conforto era louvada como a mais genial. Brindavam a inteligência e o poder de manipular suas marionetes de carne e osso. Seus olhos destilavam prazer e orgulho. Estavam bêbados da mais viciante e destrutiva das drogas, o poder, o inebriante gozo dos ditadores, a força motivadora dos egocêntricos, o tesouro dos psicopatas. Um dos homens que voltava para a sala de comemoração depois de usar uma de suas escravas sexuais, soltou a melhor piada da noite - "Senhores, vocês sabem a diferença entre a cocaína e o poder? Cocaína eu compro, uso, sinto e quero mais; o poder me comprou, me usa, me faz sentir e eu quero muito mais", muitos risos se ouviram. Cocaína é um vicio que alguém fornece ao comprador, o poder é fornecido e comprado pela mesma pessoa. Ambos demandam muitas mudanças para saírem das veias. Uma série rápida de batidas secas na porta da mansão assustou os poderosos. Quem conseguiria passar pelos guardas e pelos cães? Quando um deles abriu a pesada peça de madeira massiça que fechava o enorme saguão de entrada da casa, não havia ninguém do lado de fora, mas um bilhete fora deixado no chão. Nele podia ser lido, escrito com letras de forma vermelhas: "NÃO HÁ NADA EM OCULTO QUE NÃO SEJA REVELADO". Quando os Homens leram isto suaram frio e sentiram-se ameaçados. Pela primeira vez em muitos anos eles tinham duvidas.

Na taberna, uma confusão se armou, uns diziam que a confissão era clara, já que a camisa preta que o rapaz vestia trazia no peito um pequeno símbolo com as inicias L.I que identificaram, rapidamente, como significando que o rapaz era membro do grupo que colara cartazes desafiando os poderosos. Foi em meio ao falatório que um forte vento abriu a porta e fez bater as janelas do lugar. Junto com a ventania entrou voando bar a dentro, além de folhas secas e poeira das ruas, um papel branco do tamanho de uma página de jornal que "pousou", exatamente, no balcão onde os clientes eram servidos. Houve um silencio assustado com o bater das janelas de madeira que envolvia a pequena taberna. Todos temeram um novo ataque. Um único curioso acompanhou com os olhos o tal papel que voava. Pegou a pagina e o susto foi maior ainda. Com letras vermelhas, em caixa alta, o homem leu: "OS QUE TÊM FOME E SEDE DE JUSTIÇA SERÃO SACIADOS". Imediatamente, o homem, aproveitando o silêncio que o vento produzira, leu em voz alta. Os homens pareciam congelados por aquelas palavras.

E o rapaz condenado? Diante do silêncio explicou que, os três primeiros homens a serem atingidos pelos tiros dos mascarados e que conversavam enquanto bebiam na calçada daquele mesmo bar, eram os líderes do L.I. Dois deles eram seu irmão e seu primo. Morrer para ele, não era confissão de culpa, era a única forma que via de, literalmente, matar a saudade.

Os homens e os Homens desconheciam os fatos.

Continua...